Brasil entra no top 5 de fraudes e espionagem financeira

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O Brasil entrou no grupo dos cinco países mais visados por ataques cibernéticos contra instituições financeiras, segundo o Relatório de Ameaças ao Setor de Serviços Financeiros 2026, da CrowdStrike. O país aparece ao lado de Estados Unidos, Austrália, Canadá e Reino Unido e passou a atrair não só criminosos atrás de dinheiro, mas também grupos ligados à espionagem.

Para Jeferson Propheta, vice-presidente da CrowdStrike para a América do Sul, a posição está ligada ao grau de digitalização e à relevância do sistema financeiro. Ele afirma que o Brasil tem um dos ecossistemas financeiros mais conectados do mundo, com uso amplo de serviços bancários online e pagamentos instantâneos.

Isso não significa que o sistema seja mais frágil. "Não é uma questão de fragilidade. É uma questão de relevância", diz o executivo. Segundo o relatório, o setor financeiro foi o quarto mais atacado do mundo, com 12% das atividades observadas e alta de 43% nas intrusões interativas.

O que o relatório diz sobre o cibercrime brasileiro?

O Brasil também aparece como origem de ameaças. O grupo PLUMP SPIDER, ligado ao país, foi o segundo adversário mais ativo contra o setor financeiro global. Ele age por engenharia social, phishing e vishing, golpe por voz, para roubar credenciais e entrar em ambientes corporativos.

Em fevereiro de 2026, o grupo passou a usar e-mails que imitavam autoridades policiais brasileiras e citavam supostas investigações para levar as vítimas a abrir PDFs maliciosos.

Outra mudança é o uso de credenciais legítimas. Em vez de invadir o sistema, o criminoso rouba a identidade de um usuário e circula como se fosse funcionário autorizado, o que dificulta perceber a fraude.

Espionagem e IA entram na conta

A CrowdStrike identificou, ao longo de 2025, intrusões do grupo HOLLOW PANDA, ligado à China, contra instituições financeiras brasileiras. O objetivo seria obter dados estratégicos, como informações sobre investimentos, políticas econômicas, quadrilha de hackers locais ganha destaque mundial e informações proprietárias. Propheta ressalta que o cibercrime com motivação financeira segue sendo a ameaça mais persistente para as entidades brasileiras.

A inteligência artificial também entrou no arsenal dos criminosos. Segundo o estudo, ela serve para criar iscas de phishing mais convincentes e automatizar etapas dos ataques, reduzindo o tempo entre a invasão e seus efeitos. A CrowdStrike calcula que, em 2025, o invasor levou em média 29 minutos para sair do acesso inicial e chegar a outros ambientes da empresa. No caso mais rápido, foram 27 segundos.

Por isso, Propheta defende reforçar a proteção de identidades e credenciais e adotar medidas contra phishing, vishing e engenharia social. Para ele, as empresas precisam tentar identificar os ataques antes que causem danos.

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Escrito por:

Mariana Silva
Redatora

Mariana escreve com sensibilidade e pensamento crítico. Cursa Publicidade e Propaganda e fala sobre segurança digital de forma clara e acessível, transformando temas técnicos em informação útil para o dia a dia. Amante de livros de romance e cinema, acredita no poder das palavras para transformar o mundo.