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O sistema financeiro sofre com o aumento de 29% dos ataques cibernéticos

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O número de ataques cibernéticos voltou a acender o sinal de alerta no Brasil em 2025. Dados do Banco Central do Brasil apontam que já foram registrados 76 casos graves neste ano, evidenciando o avanço das ameaças digitais contra instituições financeiras e sistemas de pagamento. O cenário reforça a necessidade de investimentos em segurança e maior atenção de empresas e consumidores diante do aumento das fraudes online.

Gráfico mostrando aumento de incidentes cibernéticos no Banco Central do Brasil de 2018 a 2025, com destaque para o crescimento de 2024 e 2025.

O levantamento do Banco Central do Brasil considera incidentes que causaram interrupções relevantes em serviços financeiros, vazamento de dados ou riscos à integridade de sistemas críticos. Embora nem todos os casos tenham resultado em prejuízo direto aos clientes, o volume de ocorrências é considerado elevado e acompanha uma tendência global de crescimento das ameaças digitais.

Ataques mais sofisticados em 2025

Especialistas em segurança da informação apontam que, em 2025, os ataques hackers foram mais complexos e estratégicos. Entre as principais ameaças identificadas estão:

  • Ransomware: sequestro de dados e sistemas mediante pedido de resgate.
  • Engenharia social: manipulação psicológica para obtenção de senhas e códigos.
  • Uso de inteligência artificial: criação de mensagens e abordagens mais convincentes.
  • Ataques à cadeia de fornecedores: invasões que exploram brechas em empresas terceirizadas de tecnologia.

Além dos impactos financeiros, os incidentes também afetam a confiança dos usuários no sistema bancário digital. Interrupções em aplicativos, instabilidades em transferências e bloqueios preventivos de contas estão entre os reflexos mais comuns quando uma instituição identifica movimentações suspeitas ou precisa conter um possível ataque.

Diante do cenário, o Banco Central do Brasil reforça a obrigatoriedade de comunicação de incidentes relevantes e a adoção de protocolos mais rígidos de segurança cibernética pelas instituições financeiras. A orientação inclui:

Monitoramento contínuo de sistemas

As instituições devem investir em acompanhamento constante de suas redes e plataformas para identificar atividades suspeitas em tempo real e reduzir riscos operacionais.

Autenticação em dois fatores

A implementação de camadas extras de verificação, como códigos temporários e biometria, é uma das principais medidas para dificultar acessos não autorizados.

Atualizações frequentes de segurança

Manter sistemas, aplicativos e softwares sempre atualizados é essencial para corrigir vulnerabilidades exploradas por criminosos virtuais.

Treinamento de equipes contra fraudes digitais

Capacitar colaboradores para reconhecer tentativas de phishing, engenharia social e outras ameaças ajuda a fortalecer a proteção interna das instituições.

Cuidados também para os consumidores

Para os usuários, a recomendação é manter aplicativos atualizados, ativar a verificação em duas etapas e desconfiar de contatos que solicitem dados sensíveis. Em um ambiente cada vez mais digital, a prevenção continua sendo a principal barreira contra ataques cibernéticos.

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Escrito por:

Mariana Silva
Redatora

Mariana escreve com sensibilidade e pensamento crítico. Cursa Publicidade e Propaganda e fala sobre segurança digital de forma clara e acessível, transformando temas técnicos em informação útil para o dia a dia. Amante de livros de romance e cinema, acredita no poder das palavras para transformar o mundo.