Guardião Digital
Nova regra do Pix amplia prazo para contestar golpe
Edição nº 60 ·
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Gustavo Marquini
CEO do Davi
Nova regra do Pix amplia prazo para contestar estorno por suspeita de golpe
Uma mudança nas regras do Pix começou a valer nesta terça-feira (1º) e aumenta a proteção para comerciantes, prestadores de serviço e pequenos negócios que podem ser vítimas de golpes usando o próprio sistema de segurança da ferramenta.
A alteração envolve o MED (Mecanismo Especial de Devolução), recurso criado pelo Banco Central para ajudar usuários a recuperar valores enviados em casos de fraude ou golpe.
Antes, quando um comerciante recebia um Pix de forma legítima, mas tinha o valor devolvido por uma contestação considerada fraudulenta, ele tinha 30 dias para questionar a operação. Agora, esse prazo passa a ser de 80 dias.
A mudança acontece porque criminosos passaram a usar o próprio mecanismo de proteção do Pix para aplicar golpes. Um dos casos envolve o chamado “golpe da devolução”: o fraudador realiza um pagamento, afirma que enviou o dinheiro por engano e pede que a vítima faça uma nova transferência. Depois, ele ainda pode acionar o MED alegando que a transação original foi uma fraude.
Com o novo prazo, quem recebeu um pagamento legítimo e teve o valor retirado da conta por uma contestação indevida terá mais tempo para apresentar informações ao banco e tentar reverter a situação.
A regra reforça um ponto importante: o MED continua sendo uma ferramenta de proteção para vítimas de golpes, mas também precisa de cuidados para evitar que seja usado pelos próprios criminosos.
Vazamento de dados de clientes da Latam acende alerta para o golpe das milhas
No último mês, a Latam confirmou um vazamento de dados que expôs informações de clientes, incluindo dados pessoais e detalhes relacionados ao programa de fidelidade Latam Pass. Apesar de a companhia afirmar que informações sensíveis, como senhas e dados completos de cartões, não foram comprometidas, o caso acende um alerta para um tipo de golpe que pode ganhar força: o golpe das milhas.
Com dados de clientes em mãos, criminosos podem usar essas informações para criar abordagens mais convincentes. Em vez de uma mensagem genérica, eles podem entrar em contato já sabendo o nome da vítima, que ela possui cadastro na companhia e até informações relacionadas ao programa de pontos.
A estratégia pode ser a mesma de outros golpes de engenharia social: criar uma situação de urgência para induzir a vítima a agir sem pensar.
Em entrevista à Band, o CEO do Davi, Gustavo Marquini, alertou sobre o risco de golpes após vazamentos de dados e explicou como os criminosos podem usar essas informações para ganhar a confiança das vítimas:
“Os criminosos podem entrar em contato e falar que suas milhas estão vencendo e que precisam de informações extras. Ou que você irá ganhar mais milhas caso complete seus dados. Em um outro formato do golpe, eles podem se passar por atendentes da própria Latam, falando que sua conta está sendo invadida. Então um ponto importante é vocês não agirem com urgência, não clicar em nenhum link enviado por mensagem e, em caso de dúvida, acesse o site oficial da Latam.”
Assista à entrevista completa:

Conta aqui: de qual geração você é?
(a) Geração Z: nunca viu um telefone com fio
(b) Millennial: lembra do MSN, do Orkut e de salvar contato no chip
(c) Geração X: viveu sem internet e sabe o que é revelar foto
Guarde a sua resposta, porque ela tem tudo a ver com o assunto de hoje.
A geração mais conectada também lidera um ranking nada legal
Segundo um estudo recente, a Geração Z é a faixa etária com o maior número de tentativas de fraude de identidade no Brasil.
Isso acontece porque essa geração costuma ter uma vida mais digital: compras online, redes sociais, aplicativos financeiros e cadastros em diferentes plataformas fazem parte da rotina.
O problema é que cada novo cadastro também pode virar uma oportunidade para criminosos tentarem usar dados de outras pessoas para criar contas, solicitar serviços ou aplicar golpes.
Três hábitos que já reduzem o risco:
- Pense duas vezes antes de informar CPF, RG ou telefone em cadastros que não precisam desses dados
- Desconfie de links recebidos por SMS, WhatsApp ou DM, mesmo que pareçam vir de uma empresa conhecida
- Monitore seu CPF e acompanhe de perto qualquer movimentação envolvendo seus dados.
Afinal, não importa se você cresceu com internet discada ou com Wi-Fi desde criança: proteger os próprios dados é coisa de toda geração.
61% dos profissionais no Brasil acreditam que poderiam cair em um golpe com deepfake
A inteligência artificial trouxe novas possibilidades, mas também abriu espaço para golpes mais convincentes. Uma pesquisa da KnowBe4 revelou que 61% dos profissionais brasileiros acreditam que poderiam ser enganados por um deepfake, principalmente em situações envolvendo mensagens, áudios ou vídeos falsificados de pessoas conhecidas ou líderes de empresas.
Os deepfakes usam IA para criar conteúdos falsos cada vez mais realistas, capazes de imitar rostos e vozes. Com isso, criminosos podem se passar por executivos, familiares ou atendentes de empresas para pedir informações, solicitar transferências ou induzir vítimas a tomar decisões rápidas.
O levantamento também mostra que 90% dos profissionais consideram os conteúdos gerados por IA realistas demais para serem facilmente identificados, o que aumenta o desafio de diferenciar o que é verdadeiro do que foi manipulado