Guardião Digital
251 milhões de CPFs à venda na Dark Web
Edição nº 41 ·
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Gustavo Marquini
CEO do Davi
Hacker coloca 251 milhões de CPFs brasileiros à venda por US$ 500
A plataforma de cibersegurança Vecert Threat Intelligence emitiu um alerta neste sábado sobre um suposto vazamento de 251 milhões de CPFs no Brasil. O número supera os 213 milhões de habitantes do país porque incluiria dados até de pessoas já falecidas.
O banco de dados foi batizado de "MORGUE" e está sendo vendido por apenas US$ 500 em Bitcoin.
Os campos expostos incluem CPF, nome completo, data de nascimento e nome da mãe, exatamente o "kit básico" exigido por bancos, financeiras e órgãos governamentais para verificação de identidade.
Com essas informações, um criminoso consegue abrir contas, solicitar empréstimos, fazer portabilidade de benefícios do INSS e até emitir certidões em nome de outra pessoa.
⚠️Importante: Governo nega o vazamento
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos negou qualquer registro de invasão ou vazamento em seus sistemas. Especialistas avaliam que os dados podem ser provenientes de vazamentos antigos.
Fique em alerta com qualquer contato que utilize seus dados pessoais para se passar por banco, governo ou empresa.
Ative o BC Protege+ do Banco Central para bloquear abertura de contas em seu nome
Aumenta o número de sequestros de reservas após vazamento da Booking.com
Após o vazamento confirmado da Booking.com em 13/04, criminosos passaram a aplicar um novo golpe: o sequestro de reservas.
Eles entram em contato com vítimas que acabaram de reservar hospedagens e usam dados reais da reserva, como nome do hotel, datas, valor pago e até os últimos dígitos do cartão para ganhar credibilidade.
A abordagem acontece por WhatsApp ou e-mail, geralmente com um alerta de "falha no pagamento" ou "necessidade de reconfirmação". Em seguida, os golpistas pressionam a vítima a fazer um novo Pix em poucos minutos, sob ameaça de cancelamento da hospedagem.
Desconfie de qualquer pedido de reconfirmação de pagamento, mesmo que a abordagem tenha dados reais sobre você ou sobre a reserva.
Verifique sua reserva apenas pelo app ou site oficial da Booking.com.
Nunca faça pagamentos fora da plataforma.
Golpe do compartilhamento de tela do WhatsApp
Criminosos encontraram uma nova forma de roubar contas bancárias: o compartilhamento de tela do WhatsApp.
O golpe começa com uma ligação de alguém que se passa por atendente de banco, operadora ou suporte técnico. Durante a conversa, o golpista pede para a vítima compartilhar a tela para “resolver um problema” ou “verificar uma movimentação suspeita”.
Com a tela visível, eles conseguem ver códigos de verificação, senhas digitadas e notificações bancárias em tempo real. Em poucos minutos, isso é suficiente para acessar contas e realizar transferências.
Nenhum banco pede compartilhamento de tela pelo WhatsApp. Se pedirem, desconfie e desligue a chamada.