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Hacker coloca à venda mais de 251 milhões de CPFs brasileiros

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Segundo a plataforma de monitoramento Vecert Threat Intelligence, um hacker está vendendo um banco de dados massivo contendo cerca de 251 milhões de CPFs em fóruns especializados na "Clear Web" e "Dark Web". O volume chama a atenção por superar a atual população brasileira, estimada em cerca de 213 milhões de habitantes.

De acordo com os relatos, o banco de dados, apelidado de "MORGUE", conteria informações de brasileiros vivos e também falecidos, o que explicaria o volume acima dos cerca de 213 milhões de habitantes do país. O material estaria sendo comercializado por valores baixos, cerca de US$ 500 em Bitcoin.

Dados Sensíveis e o risco de fraudes

As informações expostas vão muito além do número do documento. A base inclui:

  • Nome completo e filiação;
  • Data de nascimento e sexo;
  • Registros detalhados de óbito (quando aplicável);
  • Endereços e números de telefone vinculados.

Especialistas alertam que esses dados compõem o "kit básico" para a Engenharia Social. Com eles, criminosos podem realizar aberturas de contas fraudulentas, contratar empréstimos consignados (especialmente usando dados de falecidos para fraudar o INSS) e aplicar golpes de falsidade ideológica.

Descubra se seus dados vazaram na Dark Web

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Origem do vazamento ainda é incerta

Há indícios de que os dados teriam origem em sistemas ligados ao Gov.br, mas a informação ainda não foi confirmada oficialmente. O governo federal, por sua vez, nega qualquer invasão ou comprometimento da plataforma e afirma que não há registros de vazamento.

A falta de confirmação levanta a possibilidade de que os dados possam ter sido compilados a partir de vazamentos antigos ou múltiplas fontes, prática comum em fóruns clandestinos.

Cenário preocupante

O caso reforça um padrão já observado no Brasil: grandes bases de dados pessoais sendo expostas ou revendidas na internet. Episódios anteriores já envolveram mais de 200 milhões de CPFs, evidenciando fragilidades na proteção de informações sensíveis.

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Escrito por:

Thais Souza
Coordenadora de Comunicação e Conteúdo

Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE), a Thaís escreve desde 2019 com foco na experiência e resolução das dúvidas de seus leitores.

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