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Geração Z é a que mais perde dinheiro com golpes digitais

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Crescer conectado não significa estar protegido. Um levantamento global da TransUnion com 12.730 consumidores em 18 países revelou que a Geração Z, nascidos entre 1997 e 2010, é a faixa etária com maior proporção de perdas financeiras causadas por golpes digitais. No Brasil, 33% dos jovens desse grupo afirmaram ter sofrido prejuízo com fraudes por e-mail, compras online, telefone ou mensagem de texto no último ano, o maior percentual entre todas as gerações. A média nacional ficou em 24%.

O dado contradiz a de que quem cresceu rodeado de tecnologia estaria naturalmente mais preparado para identificar fraudes. Na prática, o oposto acontece.

A Geração Z é a que mais realiza transações digitais: compras em aplicativos, pagamentos por Pix, uso intenso de redes sociais e jogos online. Quanto maior o volume de interações digitais, mais oportunidades surgem para que criminosos tentem agir. Globalmente, 39% dos entrevistados da Geração Z relataram perdas financeiras com golpes, contra 26% de média entre os 18 países pesquisados.

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Mas o fator mais relevante não é a quantidade de acessos, é o comportamento. A pesquisa mostra que os golpes que mais afetam esse grupo são baseados em confiança: 27% relataram perdas com vendedores falsos em plataformas legítimas de e-commerce. Os criminosos criam perfis convincentes dentro de ambientes que o usuário já considera seguros e aplicam o golpe exatamente por isso.

O envolvimento com a chamada "conta laranja" também aparece entre os relatos da Geração Z. Nesses casos, jovens permitem que suas contas sejam usadas para movimentações de terceiros, muitas vezes sem compreender as implicações legais e financeiras do que estão aceitando.

Os golpes mais eficazes não atacam sistemas, atacam decisões. Compartilhar dados, autorizar transações e ceder acesso a contas são ações que os criminosos induzem pela confiança, não pela força.

O que fazer para reduzir o risco?

A proteção começa por reconhecer que familiaridade com tecnologia não substitui atenção aos sinais de fraude. Algumas ações concretas fazem diferença:

  • Verifique o vendedor antes de comprar em marketplaces: perfis sem histórico de avaliações, preços muito abaixo do mercado e pedidos de pagamento fora da plataforma são os principais sinais de alerta.
  • Nunca ceda sua conta para terceiros: usar a própria conta bancária para receber ou transferir dinheiro de desconhecidos configura participação em crime, independentemente de quanto você sabia sobre a operação.
  • Desconfie de links recebidos por mensagem: o phishing chega por canais que parecem legítimos, incluindo WhatsApp, e-mail e SMS com aparência oficial.

Monitorar seus dados ao longo do tempo permite identificar quando suas informações pessoais estão sendo usadas de forma inesperada, antes que isso avance para prejuízos maiores. O monitoramento de dados pessoais do Davi avisa quando o seu CPF aparece em situações fora do padrão, ajudando a detectar o uso indevido antes que resulte em roubo de identidade ou fraudes subsequentes.

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Escrito por:

Mariana Silva
Redatora

Mariana escreve com sensibilidade e pensamento crítico. Cursa Publicidade e Propaganda e fala sobre segurança digital de forma clara e acessível, transformando temas técnicos em informação útil para o dia a dia. Amante de livros de romance e cinema, acredita no poder das palavras para transformar o mundo.