Leilão da Casas Bahia: veja como não cair em golpe
Escrito por Mariana Silva
AtualizadoUm leilão com produtos provenientes de lojas fechadas da Casas Bahia que termina nesta quinta-feira, 20 de agosto, pela plataforma Kwara. A lista de itens incluía notebooks, smartphones, refrigeradores, máquinas de lavar e fogões. As vendas ocorreram em meio à crise financeira da varejista, que pediu recuperação judicial, e a repercussão nas redes sociais chamou atenção para o risco de criminosos usarem o nome da Casas Bahia e da plataforma para aplicar golpes.
O que fazer para não cair no golpe do leilão falso?
A Kaspersky informou que ainda não identificou uma campanha fraudulenta específica ligada à atual liquidação de estoques, mas a prática de clonar páginas de leiloeiros legítimos já é conhecida. Nesses casos, criminosos criam sites visualmente parecidos com os originais, anunciam produtos por valores atrativos e orientam as vítimas a pagar em contas controladas pelo grupo. Depois da transferência, o comprador não recebe o produto nem consegue recuperar o dinheiro com facilidade.
"Para não cair em páginas clonadas, recomendamos verificar a reputação da plataforma, confirmar os dados do leiloeiro, ler o edital com cautela e, principalmente, validar o destinatário na hora do pagamento", orienta Fabio Assolini, pesquisador líder de segurança da Kaspersky.
Antes de participar de qualquer leilão, vale seguir alguns cuidados:
- Pesquise o histórico da plataforma: consulte páginas de defesa do consumidor, como o Reclame Aqui, e o portal Leilão Seguro, que mantém uma relação de sites falsos.
- Confirme o registro do leiloeiro: verifique se o profissional responsável está registrado na Junta Comercial do estado em que atua.
- Leia todo o edital: em leilões de desativação de lojas, os produtos costumam ser vendidos "no estado em que se encontram", o que pode incluir avarias ou peças ausentes.
- Confira o valor final da compra: além do lance, podem ser cobradas comissão do leiloeiro e outras taxas administrativas.
O Pix exige atenção especial nesses casos porque o valor transferido pode ser enviado rapidamente para diversas contas, dificultando o bloqueio e a devolução dos recursos.
Na hora do pagamento, o destinatário precisa ser a pessoa jurídica responsável pela organização do leilão ou a conta do leiloeiro oficial. Transferências via Pix, TED ou depósito para terceiros e CPFs desconhecidos devem ser evitadas. Se os dados apresentados no pagamento forem diferentes dos informados no edital, a recomendação é interromper a operação, já que essa é uma das características mais comuns de phishing aplicado por meio de páginas clonadas.
