Itaú permite ocultar investimentos fora do Wi-Fi cadastrado
Escrito por Mariana Silva
AtualizadoQuem utiliza o Modo Protegido do Itaú passa a contar com uma camada adicional de privacidade no acesso aos investimentos. A carteira fica automaticamente escondida no Superapp sempre que o celular estiver conectado a uma rede Wi-Fi diferente daquelas que o próprio cliente cadastrou como confiáveis.
Nessas situações, os valores e os dados das aplicações deixam de aparecer na tela. Para consultar as informações, o usuário precisa passar por uma validação de identidade. A novidade foi divulgada pelo banco em comunicado de 6 de outubro.
A medida busca dificultar o acesso de terceiros às informações financeiras do cliente, principalmente em situações de roubo ou furto do celular, quando criminosos podem tentar acessar aplicativos bancários para obter dados e movimentar dinheiro.
Como funciona a ocultação dos investimentos?
O primeiro passo é cadastrar no app as redes Wi-Fi de confiança. Depois disso, qualquer acesso por outra rede é tratado como arriscado, e as informações sensíveis da carteira saem da tela de forma automática. Para consultar os números, o cliente passa pela validação de identidade.
O comunicado não explica como desligar só a ocultação nem se ela pode funcionar separada das travas de transação.
O que já existia no Modo Protegido?
A ferramenta não é nova. O Itaú lançou o Modo Protegido em fevereiro de 2026, como parte das medidas de segurança contra roubos e furtos de celulares.
Desde o lançamento, o recurso permite restringir determinadas movimentações financeiras quando o aparelho está fora das redes Wi-Fi cadastradas. Nesses casos, transferências via Pix, TED e TEF acima de um valor definido pelo próprio cliente exigem reconhecimento facial para serem concluídas.
Com a atualização, a proteção passa a atuar também sobre as informações exibidas na tela. Antes, o foco estava principalmente em dificultar a saída de dinheiro da conta. Agora, o banco também busca impedir que terceiros tenham acesso visual aos dados da carteira de investimentos.
Para Felipe Tambelini, diretor de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco, a mudança oferece "mais discrição sem adicionar complexidade à jornada".
E os outros bancos também oferecem proteção por Wi-Fi?
Usar a rede Wi-Fi como trava não é exclusividade do Itaú. O Bradesco lançou o +Proteção, em que o Wi-Fi cadastrado eleva o limite do Pix, e redes desconhecidas pedem biometria facial acima do valor fixado pelo usuário.
No Itaú, o recurso fica na Área de Segurança do Superapp. O anúncio fala apenas da carteira de investimentos, e não informa se a mesma regra vai valer para saldo e limites de cartão. Os detalhes de menu podem variar, então vale conferir no próprio app.
Na prática, a novidade amplia a proteção contra golpes e acessos indevidos caso o celular seja roubado ou utilizado por terceiros. Ainda assim, é importante manter o Modo Protegido ativado, cadastrar apenas redes Wi-Fi seguras e utilizar os recursos de autenticação disponíveis. Assim, o cliente ganha uma camada extra de privacidade para consultar seus investimentos com mais segurança.
