Itaú permite ocultar investimentos fora do Wi-Fi cadastrado

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Quem utiliza o Modo Protegido do Itaú passa a contar com uma camada adicional de privacidade no acesso aos investimentos. A carteira fica automaticamente escondida no Superapp sempre que o celular estiver conectado a uma rede Wi-Fi diferente daquelas que o próprio cliente cadastrou como confiáveis.

Nessas situações, os valores e os dados das aplicações deixam de aparecer na tela. Para consultar as informações, o usuário precisa passar por uma validação de identidade. A novidade foi divulgada pelo banco em comunicado de 6 de outubro.

A medida busca dificultar o acesso de terceiros às informações financeiras do cliente, principalmente em situações de roubo ou furto do celular, quando criminosos podem tentar acessar aplicativos bancários para obter dados e movimentar dinheiro.

Como funciona a ocultação dos investimentos?

O primeiro passo é cadastrar no app as redes Wi-Fi de confiança. Depois disso, qualquer acesso por outra rede é tratado como arriscado, e as informações sensíveis da carteira saem da tela de forma automática. Para consultar os números, o cliente passa pela validação de identidade.

O comunicado não explica como desligar só a ocultação nem se ela pode funcionar separada das travas de transação.

O que já existia no Modo Protegido?

A ferramenta não é nova. O Itaú lançou o Modo Protegido em fevereiro de 2026, como parte das medidas de segurança contra roubos e furtos de celulares.

Desde o lançamento, o recurso permite restringir determinadas movimentações financeiras quando o aparelho está fora das redes Wi-Fi cadastradas. Nesses casos, transferências via Pix, TED e TEF acima de um valor definido pelo próprio cliente exigem reconhecimento facial para serem concluídas.

Com a atualização, a proteção passa a atuar também sobre as informações exibidas na tela. Antes, o foco estava principalmente em dificultar a saída de dinheiro da conta. Agora, o banco também busca impedir que terceiros tenham acesso visual aos dados da carteira de investimentos.

Para Felipe Tambelini, diretor de Prevenção a Fraudes do Itaú Unibanco, a mudança oferece "mais discrição sem adicionar complexidade à jornada".

E os outros bancos também oferecem proteção por Wi-Fi?

Usar a rede Wi-Fi como trava não é exclusividade do Itaú. O Bradesco lançou o +Proteção, em que o Wi-Fi cadastrado eleva o limite do Pix, e redes desconhecidas pedem biometria facial acima do valor fixado pelo usuário.

No Itaú, o recurso fica na Área de Segurança do Superapp. O anúncio fala apenas da carteira de investimentos, e não informa se a mesma regra vai valer para saldo e limites de cartão. Os detalhes de menu podem variar, então vale conferir no próprio app.

Na prática, a novidade amplia a proteção contra golpes e acessos indevidos caso o celular seja roubado ou utilizado por terceiros. Ainda assim, é importante manter o Modo Protegido ativado, cadastrar apenas redes Wi-Fi seguras e utilizar os recursos de autenticação disponíveis. Assim, o cliente ganha uma camada extra de privacidade para consultar seus investimentos com mais segurança.

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Escrito por:

Mariana Silva
Redatora

Mariana escreve com sensibilidade e pensamento crítico. Cursa Publicidade e Propaganda e fala sobre segurança digital de forma clara e acessível, transformando temas técnicos em informação útil para o dia a dia. Amante de livros de romance e cinema, acredita no poder das palavras para transformar o mundo.