Guardião Digital
Novo vírus para Android assume controle de apps de banco
Edição nº 49 ·
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Gustavo Marquini
CEO do Davi
Olá!
Um novo vírus para Android está preocupando especialistas em segurança. Ele consegue assumir o controle do celular da vítima e roubar senhas bancárias sem que o usuário perceba.
Nesta edição, você também confere a resposta da Receita Federal sobre o suposto vazamento de dados de 248 milhões de brasileiros e os golpes em alta desta semana.
Boa leitura.
Novo vírus para Android rouba senhas de 217 bancos e assume o controle do celular
Pesquisadores de segurança identificaram um novo vírus para Android, batizado de Rokarolla, que já atinge aplicativos de 217 bancos e carteiras de criptomoedas. O programa se disfarça de aplicativos populares, como TikTok e Google Chrome, e engana o usuário para ser instalado no aparelho.
Uma vez ativado, o vírus pede uma permissão especial do sistema e passa a monitorar tudo o que aparece na tela. Quando a vítima abre o aplicativo do banco, ele exibe uma tela falsa por cima da verdadeira para capturar login e senha, o mesmo golpe usado para roubar a senha que destrava o celular.
O Rokarolla também lê mensagens, intercepta ligações, copia contatos do WhatsApp e consegue desviar transferências de criptomoedas. Para não ser detectado, bloqueia chamadas e silencia o aparelho, impedindo que a vítima receba os alertas de fraude do banco.
Para evitar o problema: não baixe arquivos vindos de links estranhos ou de anúncios que aparecem do nada; desconfie e recuse quando um aplicativo desconhecido pedir permissões especiais; e fique de olho em comportamentos esquisitos, como o celular se recusar a desligar ou a tela não apagar, isso pode ser sinal de que o aparelho já está infectado.
Receita Federal nega vazamento de dados de 248 milhões de brasileiros
Uma suposta base com dados de 248 milhões de brasileiros gerou preocupação nas redes sociais na última semana. Os responsáveis pela divulgação alegavam que as informações teriam sido obtidas a partir de sistemas da Receita Federal e incluíam CPFs, endereços, telefones e outros dados cadastrais.
Diante da repercussão, a Receita Federal publicou uma nota oficial negando qualquer invasão ou vazamento em seus sistemas. Segundo o órgão, não há evidências de comprometimento de suas bases de dados e as informações divulgadas não possuem origem comprovada na instituição.
O caso ganhou destaque porque o número de registros supostamente expostos supera a população brasileira. Especialistas apontam que esse tipo de anúncio costuma reunir dados provenientes de vazamentos antigos, bases já conhecidas no mercado clandestino e informações coletadas de diferentes fontes ao longo dos anos.
A Receita Federal reforçou que seus sistemas seguem operando normalmente e recomendou que a população busque informações apenas em canais oficiais antes de compartilhar notícias sobre supostos incidentes de segurança.
Golpe da "Falsa Taxa dos Correios" dispara nos últimos dias
Com o aumento das compras em sites como Shein, Shopee e AliExpress, criminosos encontraram o cenário ideal para agir: consumidores ansiosos esperando encomendas, dúvidas sobre as regras de taxação e o medo de perder o produto. É a combinação perfeita para o golpe se camuflar na rotina de quem compra online.
Quando chega um SMS avisando que "o pacote está retido", muita gente acredita na hora, e é exatamente essa reação imediata que os golpistas exploram.
Como o golpe funciona na prática:
- A vítima recebe uma mensagem informando que a entrega está retida até o pagamento de uma taxa ou imposto.
- O link direciona para um site idêntico ao dos Correios. Na verdade, é uma página falsa, em que apenas a tela de pagamento funciona.
- Com medo de perder a compra ou ter o CPF bloqueado, a pessoa faz um Pix, geralmente entre R$ 60 e R$ 70.
O rastreio e o pagamento de taxas dos Correios são feitos somente dentro da área logada do app ou do site oficial ("Meu Correios").
Uma compra retida na alfândega não bloqueia o CPF. Qualquer mensagem que use essa ameaça é golpe.
Desconfie de links recebidos por SMS, WhatsApp ou e-mail. Na dúvida, acesse o canal oficial digitando o endereço você mesmo.
Golpe do Álbum da Copa do Mundo ganha versão ainda mais sofisticada
O golpe do álbum da Copa do Mundo 2026 já está circulando antes mesmo do início dos jogos, e agora ganhou uma versão ainda mais sofisticada com a ajuda da inteligência artificial.
Criminosos estão criando vídeos falsos extremamente realistas de jogadores, jornalistas esportivos e influenciadores promovendo supostas ofertas exclusivas de álbuns e pacotes de figurinhas.
Ao clicar no anúncio, a vítima é direcionada para um site falso que imita a identidade visual de marcas conhecidas. O objetivo pode ser roubar dados pessoais, capturar informações do cartão de crédito ou receber pagamentos por produtos que nunca serão entregues.
Um estudo da Fortinet identificou mais de 1.140 domínios maliciosos relacionados à Copa do Mundo e mais de 270 mil credenciais de usuários expostas em campanhas fraudulentas ligadas ao evento.
Desconfie de promoções com descontos muito acima do normal
Não confie em vídeos apenas porque parecem mostrar pessoas famosas, eles podem ter sido criados com IA;
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