Guardião Digital
Meta é acusada de vazar imagens de óculos inteligentes
Edição nº 35 ·
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Gustavo Marquini
CEO do Davi
Óculos da Meta ‘vazam’ vídeos íntimos para moderadores humanos, diz denúncia
A Meta está sendo processada por supostamente expor pessoas em situações íntimas após permitir que funcionários terceirizados acessassem imagens captadas por seus óculos inteligentes, como o Ray-Ban Meta.
Segundo reportagens dos jornais suecos Svenska Dagbladet e Göteborgs-Posten, os registros incluem pessoas no banheiro, em relações sexuais e até detalhes de dados bancários e mensagens privadas.
Os vídeos são analisados por funcionários da Sama, empresa terceirizada no Quênia, que atuam como “anotadores de dados”. Eles descrevem o que aparece nas imagens para treinar a inteligência artificial da Meta a reconhecer objetos e situações.
Durante esse processo, porém, esses profissionais acabam tendo acesso a momentos extremamente privados. “Em alguns vídeos, é possível ver alguém indo ao banheiro ou se despindo. Acho que os usuários não sabem disso”, afirmou um funcionário.
A Meta informa em seus termos de uso que interações com suas IAs podem ser analisadas, inclusive por revisão humana. A empresa também afirma que as imagens são borradas para proteger a privacidade, mas fontes ouvidas pelos jornais dizem que o filtro nem sempre funciona e pode revelar o rosto das pessoas.
Criminosos imitam aplicativo do INSS para espionar vítimas e alterar transferências bancárias
Um novo golpe está usando um aplicativo falso do INSS para infectar celulares e roubar dinheiro das vítimas. O malware, chamado BeatBanker, se disfarça como um suposto app de consulta de benefícios ou reembolso do INSS.
Depois que a vítima instala o aplicativo, o vírus passa a controlar partes do celular sem que ela perceba. Ele pode espionar atividades, gravar o que é digitado, acessar câmera e localização e até alterar transferências financeiras feitas no aparelho, desviando o dinheiro para contas controladas por criminosos.
Em alguns casos, o aparelho ainda pode ser usado para minerar criptomoedas sem o conhecimento do usuário.
Baixe aplicativos apenas em lojas oficiais, como a Google Play Store e App Store.
Desconfie de links enviados por mensagens ou sites desconhecidos que prometem consultas ou reembolsos do INSS.
Criminosos se aproveitam da esperança da casa própria para enganar famílias no golpe do falso cadastro habitacional
O golpe do falso cadastro habitacional tem enganado muitas pessoas que sonham com a casa própria. Nesse tipo de fraude, criminosos se passam por representantes de programas de moradia ou órgãos públicos e prometem facilitar o acesso a casas ou apartamentos populares. Para isso, pedem pagamento de taxas de inscrição, “prioridade no cadastro” ou até uma suposta garantia de contemplação.
O contato costuma acontecer por WhatsApp, redes sociais, anúncios ou sites falsos que imitam páginas oficiais. Depois que a vítima paga a falsa taxa ou envia documentos como CPF e RG, os golpistas desaparecem e os dados pessoais ainda podem ser usados em outras fraudes.
Em alguns casos, as vítimas chegam a pagar mais de 10 mil reais acreditando que estão participando de um sorteio ou processo oficial de moradia.
Desconfie de promessas de aprovação rápida ou vaga garantida em programas habitacionais.
Nunca pague taxas para se cadastrar. Programas oficiais de moradia são gratuitos.
Não envie documentos pessoais por WhatsApp ou redes sociais para desconhecidos.
Confirme sempre as informações em canais oficiais, como sites do governo ou da prefeitura.
Golpista se passa por gerente de banco e faz representante comercial perder R$ 25 mil de conta da empresa
Um criminoso se passou por gerente bancário e fez uma representante comercial perder R$ 25 mil da conta da empresa na manhã de terça-feira (10), em São José do Rio Preto (SP).
Segundo o boletim de ocorrência, a vítima procurou a delegacia após receber uma mensagem de uma suposta gerente do banco informando que o sistema da instituição estava com instabilidade e que seria necessário fazer uma atualização no aplicativo.
Durante a conversa, o golpista orientou a vítima a realizar alguns procedimentos para concluir a falsa atualização, pedindo que ela digitasse a senha de acesso da conta da empresa e utilizasse o dispositivo gerador de senhas para “aumentar a segurança” das transações.
Pouco depois, a representante recebeu uma ligação da verdadeira funcionária do banco, que questionou uma movimentação de alto valor realizada na conta. Foi nesse momento que ela percebeu que havia caído em um golpe.
O prejuízo foi de R$ 25 mil, valor debitado da conta bancária da empresa.
Esse é mais um caso em que golpistas manipulam funcionários ou representantes de empresas para conseguir acesso a contas corporativas, usando engenharia social para convencer a vítima a fornecer senhas ou autorizar transações.