Guardião Digital
Criminosos pagam R$ 26 mil ao Facebook para divulgar golpe
Edição nº 36 ·
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Gustavo Marquini
CEO do Davi
Criminosos pagaram R$ 26 mil em 11 dias ao Facebook para promover golpe da CNH Social
Um grupo criminoso pagou mais de R$ 26 mil à Meta, empresa dona do Facebook, Instagram, WhatsApp e Threads, para impulsionar o golpe da “CNH Gratuita” ou “CNH Social” para coletar dados e roubar dinheiro dos usuários.
Em 11 dias, entre 29 de dezembro de 2025 e 8 de janeiro, os golpistas impulsionaram 1.553 anúncios, publicados por quatro perfis diferentes.
Juntas, as publicidades fraudulentas alcançaram mais de 1,4 milhão de usuários, segundo dados da Biblioteca de Anúncios da Meta coletados pela Agência Lupa entre os dias 9 e 12 deste mês.
Todas as contas falsas usam a bandeira do Brasil como foto de perfil e, nos anúncios, direcionam os usuários para o site de uma falsa reportagem sobre “CNH gratuita”, com aparência e texto semelhantes ao layout do portal da CNN Brasil, conteúdo que nunca foi publicado pelo veículo.
Golpe usa falsa promoção do mercado livre para roubar dados
Uma suposta promoção do Mercado Livre tem circulado em correntes de WhatsApp prometendo prêmios via Pix. A campanha falsa, chamada de “Presente de Aniversário”, convida usuários a acessarem um link que leva a uma espécie de “raspadinha online”, onde seria possível ganhar recompensas instantâneas.
Após interagir com a raspadinha, a página pede que o usuário informe dados pessoais para “receber o prêmio”. É nesse momento que o golpe acontece: as informações inseridas são coletadas por criminosos e podem ser usadas para fraudes ou novos golpes.
O Mercado Livre informou que não lançou nenhuma campanha de aniversário nem promoção com raspadinha online. A ação que circula nas redes é falsa e tem como objetivo coletar dados de contato, como nome, telefone e até chave Pix.
Para evitar cair nesse tipo de golpe, é importante redobrar a atenção com promoções que circulam em redes sociais ou aplicativos de mensagem.
O Mercado Livre reforça que todas as promoções e comunicações oficiais são divulgadas apenas em seus canais oficiais, como o site e o aplicativo da plataforma. Mensagens recebidas por WhatsApp, SMS, telefone ou e-mail, especialmente quando contém links ou promessas de prêmios podem representar tentativas de golpe.
Câmara aprova que Golpe do falso advogado passe a ser tipificado como estelionato
A Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça (17), o Projeto de Lei nº 4709/25 que tipifica como crime o estelionato praticado por quem se faz passar por advogado para obter vantagem financeira, utilizando indevidamente dados de processos judiciais. A proposta segue agora para análise no Senado Federal.
A medida representa um avanço importante no enfrentamento a esse tipo de fraude, que tem feito vítimas em todo o país, atingindo tanto a sociedade quanto a advocacia.
Com a nova tipificação, o chamado “golpe do falso advogado” passa a ser crime autônomo, com pena de reclusão de 4 a 8 anos, além de multa, podendo ser agravada em casos com múltiplas vítimas, atuação interestadual ou uso indevido de credenciais profissionais.
Banco Central alerta para vazamento de chaves Pix do Ministério Público de Goiás
O Banco Central informou, nesta terça-feira (17), a ocorrência de acessos indevidos a dados pessoais vinculados a chaves Pix em um sistema operado pelo MP-GO (Ministério Público do Estado de Goiás).
De acordo com o BC, não houve exposição de dados sensíveis, como senhas, movimentações financeiras ou quaisquer informações protegidas por sigilo bancário.
“As informações acessadas são de natureza cadastral e não permitem a movimentação de recursos, nem o acesso a contas ou a outros dados financeiros”, destacou a instituição.
O incidente ocorreu após um servidor do Ministério Público de Goiás utilizar, em um site privado, a mesma senha empregada para acessar os sistemas internos do órgão. Como resultado, dados pessoais associados a 93 chaves Pix, pertencentes a 51 pessoas, foram indevidamente expostos.
Casos como esse reforçam a importância da adoção de boas práticas de segurança digital, especialmente no que diz respeito ao uso de senhas fortes e únicas, a fim de reduzir o risco de acessos não autorizados.