Guardião Digital
Guerra Cibernética? EUA acendem alerta contra ataques digitais
Edição nº 34 ·
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Gustavo Marquini
CEO do Davi
EUA ficam em alerta máximo contra ataques digitais por guerra no Irã
A guerra em 2026 não acontece apenas com ataques armados, ela também tem uma dimensão digital, especialmente quando os países envolvidos patrocinam grupos hackers para ampliar sua capacidade de atuação.
Após semanas de ameaças públicas, Estados Unidos e Israel atacaram o Irã, alegando risco relacionado ao programa nuclear iraniano. Nesse contexto, além da frente militar tradicional, o governo iraniano também utiliza estratégias no ambiente digital.
A grande questão é: o Irã não possui um único grupo de hackers, mas um ecossistema.
De acordo com um relatório da Check Point Research, dois grupos ligados ao próprio governo iraniano patrocinam grupos de hackers e financiam ferramentas de ataque cibernético de alto nível de sofisticação.
Especialistas avaliam que o cenário pode indicar uma possível escalada no campo da guerra cibernética. Hackers pró-Irã já invadiram diversos sites dos EUA em retaliação à morte do general Qasem Soleimani. Em uma das páginas invadidas, o grupo declarou: “Essa é apenas uma pequena parte da capacidade cibernética do Irã”.
Em conflitos como esse, três tipos de ataques são os que mais preocupam as autoridades:
- DDoS (negação de serviço): quando hackers utilizam um grande volume de acessos falsos para sobrecarregar um sistema até ele parar de responder.
- Invasões: ocorrem quando há acesso indevido a sistemas. Isso pode permitir roubo, alteração ou destruição de dados.
- Vazamentos: quando dados são extraídos e expostos. Em contexto geopolítico, podem ser usados como pressão psicológica ou instrumento de propaganda.
Em resposta, os Estados Unidos entraram em alerta máximo contra possíveis ataques digitais relacionados ao conflito, com instituições financeiras intensificando o monitoramento de ameaças e reforçando suas estruturas de segurança.
Golpe do QR Code colado no Pix cresce no Brasil
O golpe do QR Code colado acontece quando criminosos sobrepõem adesivos com códigos falsos aos legítimos em estabelecimentos comerciais. Assim, o pagamento via Pix é direcionado para contas de terceiros, enquanto o comércio nunca recebe o valor.
Confira o nome do recebedor: no Pix, sempre aparece o nome (ou razão social) de quem vai receber. Se estiver diferente do estabelecimento, não finalize.
Desconfie de QR Codes com aparência adulterada: adesivos tortos, sobrepostos ou com sinais de rasura são alertas.
Prefira QR Codes gerados na hora: quando possível, peça para o estabelecimento gerar um novo código no momento da compra.
Golpe do Pix agendado usa IA para enganar vítimas
O golpe do Pix agendado já existe há algum tempo, mas ganhou uma versão ainda mais sofisticada, agora com uso de Inteligência Artificial para deixar a fraude mais convincente.
Criminosos agendam um Pix para a conta de uma loja ou prestador de serviço e geram o comprovante de agendamento. Em seguida, utilizam ferramentas de IA para editar o documento, removendo a informação de que se trata de um pagamento agendado e fazendo parecer que o valor já foi transferido.
A vítima (geralmente comerciantes ou prestadores de serviço) confia no comprovante apresentado, entrega o produto ou conclui o serviço e, pouco depois, o golpista simplesmente cancela o agendamento do Pix.
Nunca confie apenas no comprovante enviado pelo cliente: comprovantes podem ser falsificados.
Confira o saldo diretamente no aplicativo do seu banco: só entregue o produto ou finalize o serviço após o valor constar como recebido na sua conta.
Ative notificações do banco: assim você é avisado em tempo real quando o dinheiro realmente entra.
OpenAI demite funcionário por uso de dados internos
A OpenAI demitiu um funcionário acusado de utilizar informações confidenciais da empresa para realizar apostas em mercados de previsão. O caso foi confirmado ao portal Wired, que revelou que o colaborador teria usado dados privilegiados da companhia em plataformas como a Polymarket.
Segundo a empresa, a conduta violou políticas internas que proíbem expressamente o uso de informações não públicas para benefício próprio, incluindo negociações em mercados de previsão.
A OpenAI não divulgou a identidade do funcionário desligado, mas reforçou que mantém regras rígidas para proteger dados estratégicos e evitar conflitos de interesse.