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Guardião Digital

Instagram vai remover criptografia das conversas: veja o que muda

Edição nº 38 ·

Gustavo Marquini

CEO do Davi

Golpes em alta

Novo golpe usa número falso da Caixa para roubar contas do Caixa Tem

Criminosos estão aplicando um novo golpe contra usuários do Caixa Tem ao falsificar o número oficial da Caixa Econômica Federal. A fraude foi identificada por pesquisadores de segurança e funciona em larga escala, com ligações que parecem vir diretamente do atendimento oficial do banco.

O golpe utiliza tecnologia de telefonia chamada spoofing, que permite falsificar o número exibido no celular da vítima. Assim, quando o criminoso liga, aparece o 0800 726 0207, que é o telefone verdadeiro da Caixa, aumentando a credibilidade da abordagem.

Durante a ligação, o golpista informa que a conta foi bloqueada ou que há um problema de segurança e pede para a vítima abrir o aplicativo Caixa Tem. Em seguida, solicita códigos de verificação, alteração de dados ou até compartilhamento de tela. Com essas informações, os criminosos acessam a conta e transferem o dinheiro via Pix para contas de terceiros.

Segundo a investigação, os criminosos utilizam bases de dados vazadas de beneficiários de programas sociais, o que permite direcionar as ligações para pessoas com maior chance de cair no golpe. A estrutura é automatizada e pode realizar milhares de chamadas por dia.

Como se proteger

Para se proteger, é importante lembrar que a Caixa não solicita senhas, códigos ou autorização de transações por telefone.
Caso receba uma ligação suspeita, o recomendado é desligar imediatamente e entrar em contato com o banco pelos canais oficiais. Também é importante nunca compartilhar códigos enviados por SMS ou abrir o aplicativo durante chamadas não solicitadas.

'Vote na filha de uma amiga': novo golpe pode sequestrar seu WhatsApp

Um novo golpe está circulando no WhatsApp com uma mensagem aparentemente inocente: “Você pode votar na filha de uma amiga?”. O texto geralmente vem acompanhado de um link.

Ao clicar no link, a vítima é direcionada para uma página falsa que solicita a confirmação do número de telefone ou o envio de um código recebido por SMS. Esse código, na verdade, é usado pelos criminosos para registrar o WhatsApp da vítima em outro aparelho e assumir o controle da conta.

Depois de sequestrar o WhatsApp, os golpistas passam a enviar a mesma mensagem para todos os contatos da vítima, aumentando o alcance da fraude. Em alguns casos, os criminosos também usam a conta invadida para pedir dinheiro, aplicar outros golpes ou coletar mais dados pessoais.

Como se proteger

Desconfie de mensagens pedindo votos, ajuda ou participação em concursos, mesmo quando enviadas por conhecidos.
Evite clicar em links recebidos pelo WhatsApp e nunca compartilhe códigos de verificação enviados por SMS.

Notícias em destaque

Instagram encerra criptografia em mensagens privadas a partir de maio

O Instagram vai encerrar a criptografia de ponta a ponta nas mensagens diretas, alterando a forma como as conversas privadas são protegidas dentro da plataforma. A mudança foi anunciada pela Meta e passa a valer a partir de 8 de maio de 2026.

Com o fim do recurso, apenas remetente e destinatário deixam de ter exclusividade no acesso às mensagens. Na prática, a empresa passa a ter a possibilidade de acessar essas interações, o que abre espaço para novos usos dos dados gerados pelos usuários.

De acordo com a Meta, a adesão à criptografia no Instagram era baixa. “Pouquíssimas pessoas estavam optando por ativar mensagens com criptografia de ponta a ponta nas DMs”, informou a empresa em nota.

A criptografia é um mecanismo de segurança que transforma informações em códigos, impedindo que terceiros tenham acesso ao conteúdo das conversas.

Sem essa proteção, mensagens, fotos e arquivos enviados nas conversas passam a ficar disponíveis nos sistemas da Meta, inclusive para processamento por inteligência artificial. Com isso, a empresa pode entender melhor seus interesses e oferecer conteúdos e anúncios mais personalizados.

Para se proteger, o ideal é evitar enviar senhas, códigos de verificação, fotos de documentos, dados bancários ou qualquer outra informação sensível pelas mensagens do Instagram.

Exposição de dados: cliente do Mercado Livre recebe compra embalada com currículos

Um cliente do Mercado Livre recebeu uma encomenda com algo inesperado: dezenas de currículos de pessoas comuns usados como material de proteção dentro da caixa. Os documentos estavam amassados e continham dados pessoais como nomes completos, telefones, endereços e números de documentos.

O caso foi compartilhado nas redes sociais e rapidamente ganhou repercussão, acumulando mais de 1,8 milhão de visualizações. Segundo o relato, 32 currículos foram usados para proteger o produto, expondo informações sensíveis de pessoas que estavam procurando emprego.

A loja responsável assumiu o erro e classificou a situação como uma “falha grave e inaceitável” no processo de descarte de documentos. Após a repercussão, a empresa informou que suspendeu temporariamente os envios e que adotará novos procedimentos de segurança da informação.

Conhece alguém que precisa ficar de olho nesses golpes? Mande esta edição.

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Instagram vai remover criptografia das conversas: veja o que mudadavi.com.br · Edição nº 38

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