Guardião Digital
Funcionário da Meta é acusado de baixar 30 mil fotos de usuários
Edição nº 39 ·
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Gustavo Marquini
CEO do Davi
Funcionário da Meta é acusado de baixar 30 mil fotos privadas de usuários do Facebook
Um funcionário da Meta foi detido sob suspeita de baixar cerca de 30 mil imagens privadas de usuários do Facebook, segundo o jornal britânico The Guardian. O homem, cuja identidade não foi divulgada, também foi demitido, conforme confirmou a empresa.
De acordo com a reportagem, o ex-funcionário teria criado um programa ou script capaz de acessar imagens pessoais de usuários cadastrados na plataforma sem levantar suspeitas dos mecanismos internos de segurança da própria Meta, responsáveis por proteger a privacidade dos usuários.
A violação teria sido descoberta no ano passado, mas só veio a público agora. A empresa informou que os usuários afetados foram notificados e que medidas adicionais de segurança foram implementadas para evitar novos incidentes.
Até o momento, não há detalhes sobre qual seria o objetivo do ex-funcionário com as imagens nem sobre o tipo de conteúdo coletado.
Golpe da facção
A Polícia Civil fez um alerta sobre uma prática criminosa que tem feito vítimas em todo o país: o chamado golpe da facção.
Nesse tipo de fraude, criminosos entram em contato por WhatsApp ou ligação telefônica se passando por integrantes de facções criminosas. Eles acusam a vítima de ter cometido alguma infração, como ter denunciado ou espalhado boatos sobre a suposta facção.
Em seguida, os golpistas passam a fazer ameaças e exigem pagamentos para “resolver a situação” ou evitar represálias. Para aumentar a pressão, eles costumam enviar áudios, fotos de armas, vídeos ou até dados pessoais da vítima, que geralmente são obtidos em vazamentos de dados ou redes sociais.
Segundo a Polícia Civil, essas ameaças são falsas e fazem parte de uma estratégia para causar medo e forçar o pagamento. Em muitos casos, os criminosos pedem transferências via Pix e continuam exigindo novos valores mesmo após o primeiro pagamento.
A orientação é não responder às mensagens, não realizar qualquer pagamento e procurar a polícia para registrar ocorrência. Também é recomendado bloquear o número e evitar compartilhar informações pessoais nas redes sociais, reduzindo o risco de ser alvo desse tipo de golpe.
Boletos falsos no DDA: saiba como identificar e evitar o golpe
O golpe do DDA é mais um exemplo de como criminosos usam dados vazados para enganar e lucrar às custas das vítimas.
Nesse tipo de fraude, golpistas utilizam dados pessoais e bancários para cadastrar boletos falsos no sistema bancário, fazendo com que eles apareçam automaticamente no aplicativo do banco, como se fossem cobranças legítimas de empresas confiáveis.
Como o DDA (Débito Direto Autorizado) permite visualizar boletos emitidos no CPF diretamente pelo app do banco, criminosos passaram a explorar esse recurso. Eles inserem cobranças fraudulentas em nome da vítima, que aparecem dentro do próprio aplicativo, o que aumenta a credibilidade e faz com que muitas pessoas acabem pagando sem perceber o golpe.
Em outra variação, a vítima é abordada por e-mail, WhatsApp ou SMS com a promessa de desconto em um boleto recorrente, como contas de luz, internet ou telefone. O golpista orienta a ignorar o boleto que aparece no DDA e pagar um "novo boleto com desconto" enviado pela mensagem. Assim, o valor vai para o criminoso, enquanto a dívida original continua em aberto, sem que a vítima perceba.
Desconfie de cobranças inesperadas, principalmente recebidas por mensagens ou e-mail
Sempre confirme a cobrança diretamente com a empresa ou banco pelos canais oficiais
Desconfie de promessas de desconto em boletos não solicitados
Cadastre e gerencie o DDA apenas pelo aplicativo oficial do seu banco