Criminosos usam nome da SSP para aplicar golpe e coletar dados pessoais
Escrito por Mariana Silva
AtualizadoA Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) emitiu alerta no dia 2 de julho de 2026 sobre uma modalidade de golpe em que criminosos utilizam o nome e o endereço da secretaria para entrar em contato com cidadãos por telefone e e-mail. O objetivo é coletar dados pessoais que, em seguida, são usados para abrir contas bancárias, contratar créditos e financiamentos, realizar compras falsas e fraudar benefícios em nome das vítimas.
O contato chega como uma ligação ou mensagem de e-mail. O criminoso informa que os dados da vítima estão sendo usados indevidamente por terceiros para obter cartões de crédito em instituições financeiras e que ela precisaria comparecer pessoalmente a um endereço da SSP para prestar depoimento sobre o caso.
Para "confirmar" que estão falando com a pessoa certa, os criminosos pedem a verificação de dados pessoais durante a própria ligação, nome completo, CPF, data de nascimento e outras informações. É nesse momento que a fraude acontece: as informações fornecidas são suficientes para que os golpistas realizem operações financeiras em nome da vítima sem que ela perceba imediatamente.
A abordagem é construída para parecer legítima. O uso do nome de um órgão público de segurança, a menção a um suposto uso indevido dos dados e a criação de urgência em torno de um "depoimento" são elementos que buscam reduzir a desconfiança natural diante de um contato inesperado.
O que a SSP diz sobre o caso?
A Secretaria da Segurança Pública foi direta: ela não realiza esse tipo de contato com cidadãos. Não há ligações, e-mails ou mensagens oficiais solicitando que pessoas compareçam a endereços da SSP para depoimentos sobre uso indevido de dados e nenhum dado pessoal deve ser confirmado por telefone em situações como essa.
A secretaria informou que já atendeu pessoas abordadas pelos criminosos nos dias anteriores ao alerta, o que indica que o golpe estava em circulação antes da divulgação oficial.
Órgãos públicos de segurança como a SSP, Polícia Civil, Polícia Federal não solicitam confirmação de dados pessoais por telefone. Se uma ligação inesperada mencionar seu CPF, pedir que você "confirme informações" ou convocar para um depoimento sem documentação formal, encerre a chamada. Qualquer convocação oficial chega por escrito, com identificação do servidor e protocolo.
O que fazer se você recebeu a ligação?
A SSP orienta que, caso tenha recebido esse tipo de contato, a pessoa não forneça nenhum dado e registre um Boletim de Ocorrência na Delegacia Digital, disponível em delegaciadigital.policia-civil.sp.gov.br, ou em uma delegacia presencial.
No registro, é importante incluir o número de telefone que fez a ligação, o horário, a duração da conversa, quais dados foram solicitados e o conteúdo da abordagem.
Se você já forneceu dados pessoais durante uma ligação desse tipo, monitore seu CPF para identificar eventuais cadastros, contratos ou contas abertas em seu nome sem autorização. Quanto antes a situação for identificada, mais rápida pode ser a contestação junto às instituições envolvidas.

