MPE pede remoção de fake news sobre urnas e embaixadas

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O Ministério Público Eleitoral (MPE) pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a remoção de conteúdos nas redes sociais que associam o fechamento temporário de embaixadas no Brasil a ameaças terroristas e risco de golpe de Estado. O órgão ajuizou duas ações na noite de sábado (3), véspera do primeiro turno das eleições, e também pede a retirada de um vídeo falso sobre fraude nas urnas eletrônicas.

Na primeira ação, o MPE aponta uma "divulgação orquestrada nas redes sociais" de vídeos que relacionam o fechamento das embaixadas dos Estados Unidos e da Austrália a ameaças terroristas e a um suposto risco iminente de golpe de Estado. O órgão se baseou em publicações feitas por cinco deputados, federais e estaduais, que não teriam respaldo na realidade.

As duas representações diplomáticas fecharam as sedes na sexta-feira (2), medida que afetou escritórios em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Recife e Belo Horizonte. A representação dos EUA disse que a suspensão do atendimento foi necessária por "preocupações com a segurança". Já a embaixada da Austrália afirmou que ataques terroristas representam uma ameaça mundial.

Segundo o procurador-geral Eleitoral, Alexandre Espinosa, as publicações não têm correspondência com os fatos e provocam "instabilidade social".

Vídeo falso de 2018 volta a circular

A segunda ação trata do retorno de um vídeo falso que circula no WhatsApp desde 2018. Nele, supostos policiais militares alegam "fraude no código e no zeramento das urnas eletrônicas". O conteúdo já foi desmentido por agências de checagem.

Na ação, Espinosa afirma que liberdade de expressão não se confunde com a disseminação de fato sabidamente inverídico, usada para tentar descredibilizar o processo eleitoral e as instituições públicas. O MPE pede a remoção não só desses vídeos, mas de conteúdos que caracterizem desinformação no pleito deste ano.

Como não cair em desinformação eleitoral?

O primeiro turno das eleições gerais começou às 8 horas e terminou às 17 horas, com quase 159 milhões de pessoas aptas a votar, segundo dados do TSE. Em períodos de grande circulação de conteúdo, vídeos antigos e posts sem fonte costumam ser reaproveitados para gerar pânico, e golpistas também se aproveitam do clima de tensão para espalhar links maliciosos.

Antes de compartilhar qualquer conteúdo sobre as eleições, vale seguir algumas verificações:

  • Origem do conteúdo: confira quem publicou o vídeo ou a mensagem e se há fonte identificável, como um órgão oficial ou um veículo de imprensa.
  • Data da publicação: vídeos antigos, como o de 2018, costumam voltar a circular fora de contexto.
  • Canais oficiais: confirme informações sobre urnas e votação no Portal do TSE ou no site do TRE do seu estado.
  • Agências de checagem: busque se o conteúdo já foi desmentido antes de repassar.
  • Pressa para compartilhar: mensagens que pedem repasse imediato ou despertam alarme costumam ser sinal de desinformação.
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Escrito por:

Mariana Silva
Redatora

Mariana escreve com sensibilidade e pensamento crítico. Cursa Publicidade e Propaganda e fala sobre segurança digital de forma clara e acessível, transformando temas técnicos em informação útil para o dia a dia. Amante de livros de romance e cinema, acredita no poder das palavras para transformar o mundo.