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Guardião Digital

Novo app fraudulento mira em beneficiários do FGC

Edição nº 27 ·

Gustavo Marquini

CEO do Davi

Golpistas usam app falso do FGC para roubar dados e minerar criptomoedas

A empresa de segurança Kaspersky identificou um novo golpe que usa um tema sensível para enganar vítimas: o ressarcimento de valores do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), pago a investidores quando um banco é liquidado.

Segundo a empresa, criminosos estão divulgando um aplicativo falso, direcionado principalmente a pessoas que aguardam o pagamento de valores aplicados no Banco Master, liquidado em novembro do ano passado.

O golpe funciona assim: o usuário é levado a acreditar que o app permite acompanhar o andamento do pagamento do FGC. Ao baixar o aplicativo no celular Android, a pessoa instala, sem saber, um programa malicioso chamado BeatBanker.

Esse malware é capaz de roubar dados bancários, senhas e outras informações pessoais, além de permitir que os criminosos tenham controle do aparelho à distância.

Outro impacto é o uso do celular para minerar criptomoedas sem o conhecimento do dono, o que deixa o aparelho mais lento, consome bateria e pode causar falhas no funcionamento.

Como se proteger

Baixe aplicativos somente das lojas oficiais, como Google Play e App Store
Nunca instale apps por links enviados por mensagens ou redes sociais
Mantenha desativada a opção de instalar aplicativos de fontes desconhecidas

Golpes em alta

Golpe do gerente bancário

O chamado golpe do falso gerente tem se tornado cada vez mais comum no Brasil. Nele, criminosos se passam por gerentes de banco e entram em contato com vítimas usando dados reais, como nome, agência e informações da conta, o que dá aparência de legitimidade à abordagem.

A fraude costuma começar com uma ligação informando um suposto acesso suspeito ou tentativa de golpe. Para aumentar a credibilidade, os golpistas podem usar spoofing, fazendo com que o número exibido no telefone pareça oficial, e até deepfake de voz, clonando a fala do gerente real.

Com a confiança da vítima, entram em cena técnicas de engenharia social. O falso gerente solicita códigos de segurança, autorizações ou procedimentos “preventivos”. Ao seguir as orientações, o cliente acaba permitindo o acesso total à conta, resultando em transferências indevidas e prejuízos financeiros.

Como se proteger

Os bancos nunca pedem senhas, códigos ou chaves de segurança por telefone. Em qualquer contato suspeito, a recomendação é desligar e procurar os canais oficiais da instituição para confirmar a informação.

Golpe do falso médico volta a fazer vítimas no Brasil

O caso de um técnico de enfermagem de Santos (SP), vítima do golpe do falso médico, se soma a diversos registros semelhantes investigados em vários estados do país.

Nesse tipo de fraude, criminosos se passam por médicos ou gestores hospitalares para enganar familiares de pacientes internados, especialmente em situações graves. Eles usam nomes reais de profissionais, fotos da internet e até informações verdadeiras sobre o paciente para ganhar confiança.

O golpe costuma seguir um padrão: os criminosos afirmam que houve uma piora repentina no quadro clínico e pedem um pagamento urgente via Pix para exames, medicamentos ou procedimentos supostamente fora da cobertura. Tudo é feito sob forte pressão emocional.

Como se proteger

Hospitais e entidades médicas reforçam o alerta: nenhum pagamento é solicitado por telefone ou mensagem. Se receber qualquer comunicação como essa, desconfie e ligue diretamente no telefone do hospital.

Ameaças corporativas

60% das empresas relatam ciberataques com IA, mas apenas 7% adotaram defesas

Um relatório do Boston Consulting Group (BCG) acende um alerta sobre a segurança digital global. Segundo o estudo, 60% das empresas acreditam ter sido alvo de ciberataques impulsionados por inteligência artificial no último ano. Apesar disso, apenas 7% dizem ter adotado ferramentas de defesa baseadas em IA.

O levantamento mostra que a preocupação já chegou à alta liderança: 53% dos executivos colocam as ameaças cibernéticas com uso de IA entre os três maiores riscos para suas organizações. Ainda assim, a reação do mercado não acompanha o nível de alerta.

Apenas 5% das empresas ampliaram de forma significativa os investimentos em cibersegurança para enfrentar esse novo cenário, o que mantém muitas organizações vulneráveis a ataques cada vez mais sofisticados, automatizados e difíceis de identificar.

Conhece alguém que precisa ficar de olho nesses golpes? Mande esta edição.

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Toda quinta, os golpes que começaram a circular e como não cair neles. Leitura de 5 minutos.