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Liquidação do Will Bank: como recuperar valores com segurança
Edição nº 28 ·
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Gustavo Marquini
CEO do Davi
BC decreta liquidação do Will Bank: saiba como recuperar valores investidos sem cair em golpes
Na manhã de ontem, o Banco Central anunciou a liquidação do Will Bank. A liquidação extrajudicial ocorre quando um banco não tem mais condições de operar.
Com isso, o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) deve desembolsar cerca de R$ 6,3 bilhões para restituir clientes que tinham algum dinheiro investido no banco.
O problema é que golpistas costumam aproveitar momentos como esse para induzir pessoas a baixar aplicativos falsos e infectar seus aparelhos.
Se você tinha valores no Will Bank, o caminho seguro para consultar valores a receber no FGC é esse:
1️⃣ Baixe o app oficial do FGC (Android ou iOS)
2️⃣ Faça o login seguindo as instruções do próprio aplicativo.
3️⃣ Consulte se há valores disponíveis para restituição em seu CPF.
4️⃣ Siga apenas os fluxos e orientações exibidos dentro do app.
⚠️ Pontos de atenção importantes:
- O app oficial do FGC tem nota baixa nas lojas, mas isso não significa que seja falso.
- Desconfie de aplicativos com nomes diferentes ou com promessas para “antecipar a devolução de valores”
- Desconfie de qualquer mensagem, e-mail ou ligação que se passe pelo Will Bank ou pelo FGC solicitando dados pessoais, links externos ou qualquer tipo de pagamento.
Ainda de acordo com o FGC, não existe prazo legal para o início dos pagamentos. Nas últimas liquidações, o prazo para o início dos pagamentos ficou entre 30 e 60 dias.
Golpe do Gmail
Receber uma ligação com o nome “Google”, “Suporte Google” ou “Google Security” na tela do celular pode parecer confiável, e é exatamente nisso que os golpistas apostam.
Nesse golpe, criminosos se passam pelo suporte oficial do Google e entram em contato dizendo que sua conta Gmail foi invadida ou corre o risco de ser bloqueada. A ligação parece legítima: número confiável, nome da empresa no visor e uma abordagem profissional.
A vítima é pressionada a agir rapidamente para “evitar a perda da conta”. O verdadeiro objetivo é fazer com que ela informe códigos de verificação, permitindo que o golpista assuma o controle do Gmail e, com ele, de vários outros serviços conectados à conta.
O Google não liga pedindo códigos de verificação ou dados da sua conta. Se receber uma ligação desse tipo, desconfie imediatamente e acesse sua conta Gmail diretamente pelo app ou web para verificar qualquer atividade suspeita.
Golpe do IPVA
Todo início de ano é a mesma coisa: motoristas precisam pagar o IPVA. E é justamente nesse período que criminosos aproveitam para aplicar golpes usando links fraudulentos e sites falsos.
Um levantamento da empresa de cibersegurança Kaspersky identificou ao menos 13 sites fraudulentos que imitam o Detran somente neste mês.
Ao acessar esses endereços maliciosos, o motorista é induzido a informar o Renavam ou a placa do veículo. Em seguida, o sistema dos golpistas exibe dados reais do automóvel, como modelo, ano de fabricação e cor, obtidos a partir de bases públicas ou vazamentos de dados, o que aumenta a falsa sensação de legitimidade.
Na etapa final, a vítima é direcionada para uma tela de pagamento com um suposto “abatimento especial” no valor do imposto.
Verifique se o site termina em gov.br. Serviços públicos não usam domínios comerciais como .com ou .net.
Confira o destinatário do pagamento: tributos estaduais são pagos ao Governo do Estado ou à Secretaria da Fazenda, nunca a pessoas físicas ou empresas desconhecidas (LTDA).
Evite clicar em links recebidos por SMS ou e-mail. Digite o endereço do órgão oficial diretamente no navegador.
Multiplan confirma invasão a banco de dados
Uma das maiores empresas de shopping centers do Brasil, a Multiplan, informou nesta segunda-feira (19) que identificou um acesso não autorizado à base de dados do aplicativo Multi, ocorrido em 10 de janeiro, com possível exposição de dados cibernéticos. A empresa está comunicando os clientes afetados por meio de SMS.
Segundo a Multiplan, dados cadastrais de usuários podem ter sido acessados, incluindo a data de validade e os quatro últimos dígitos do cartão de crédito daqueles que tinham informações financeiras cadastradas no aplicativo. A empresa reforça que os dados completos dos cartões não foram comprometidos, pois são armazenados externamente por um parceiro certificado.
Embora não haja, até o momento, indícios de uso indevido das informações, a Multiplan recomenda que os clientes mantenham atenção redobrada a comunicações suspeitas, tentativas de contato não solicitadas ou qualquer atividade não reconhecida em suas contas.