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Guardião Digital

Hacker de Vorcaro usava phishing para invadir celulares

Edição nº 45 ·

Gustavo Marquini

CEO do Davi

Olá!

Na edição desta semana da Newsletter Guardião Digital, você vai entender como criminosos estão usando engenharia social, phishing e manipulação psicológica para aplicar golpes cada vez mais sofisticados.

Na edição desta semana você vai conferir:

  • O caso envolvendo Daniel Vorcaro e o uso de links falsos para tentar invadir celulares;
  • O golpe do compartilhamento de tela no WhatsApp, que permite acesso em tempo real ao aparelho da vítima;
  • O alerta da Febraban sobre o golpe do Pix errado;
  • O prejuízo de R$ 175 mil sofrido pela Jovem Pan após o golpe do falso gerente bancário.

Hacker de Vorcaro usava phishing para invadir celulares

Conversas obtidas pela Polícia Federal revelaram que o ex-banqueiro Daniel Vorcaro planejou um ataque cibernético via phishing contra o jornalista Lauro Jardim, do O Globo.

Nas mensagens, Vorcaro expressou a intenção de um ataque físico contra o jornalista, além de citar que precisava “hackear” Lauro.

O grupo “Os Meninos” é visto pelas autoridades como o braço cibernético de Daniel Vorcaro, que contava com diversos membros para hackear opositores e realizar outros ataques cibernéticos.

A ideia planejada pelos criminosos era que o grupo enviasse um link de uma entrevista falsa via videoconferência ao jornalista Lauro Jardim. O link, no entanto, era um convite anônimo para o profissional ser hackeado.

Após o clique no link malicioso, os criminosos podem instalar spywares capazes de acessar mensagens, arquivos, senhas, dados bancários e até controlar o aparelho remotamente sem que a vítima perceba. Em ataques mais avançados, hackers conseguem ativar câmera, microfone e acompanhar atividades em tempo real.

Ao G1, a defesa de Vorcaro informou que não se manifestará sobre este tema envolvendo o caso.

Golpes em alta

Golpe do compartilhamento de tela no WhatsApp

Criminosos estão usando chamadas de voz e vídeo no WhatsApp para aplicar um golpe que pode dar acesso completo ao celular da vítima durante a ligação.

Na maioria dos casos, os golpistas se passam por funcionários de bancos, atendentes de suporte técnico, empresas conhecidas ou até familiares. Durante a conversa, criam uma situação de urgência, dizendo que há uma compra suspeita, invasão na conta ou necessidade de atualização de segurança.

Enquanto orientam a vítima a “seguir alguns passos”, pedem que ela ative o compartilhamento de tela do celular no WhatsApp. A partir desse momento, o criminoso consegue visualizar tudo o que aparece no aparelho em tempo real, incluindo senhas, códigos de autenticação, aplicativos bancários, saldos e mensagens.

Como se proteger

Desconfie de qualquer ligação que peça para acessar aplicativos bancários, clicar em botões ou seguir instruções durante a chamada.
Nunca compartilhe a tela do celular com desconhecidos. Essa função permite que a outra pessoa acompanhe tudo o que está sendo exibido no aparelho em tempo real.
Em caso de dúvida, desligue a chamada e procure os canais oficiais da empresa antes de tomar qualquer ação.

Golpe do Pix errado: Febraban alerta para fraude que usa a boa-fé das vítimas

A Febraban emitiu um alerta sobre o aumento do golpe do Pix errado, uma fraude que usa a honestidade das pessoas para desviar dinheiro.

O golpe acontece quando a vítima recebe um Pix inesperado e, pouco depois, é procurada por alguém dizendo que a transferência foi feita por engano. O criminoso então pede a devolução do valor, mas para uma conta diferente da que enviou o dinheiro originalmente.

O problema é que, ao fazer uma nova transferência, a vítima pode acabar enviando dinheiro diretamente para os golpistas. Em alguns casos, o verdadeiro dono da conta usada no primeiro Pix ainda consegue solicitar o estorno da operação, aumentando o prejuízo.

Como se proteger

Nunca devolva um Pix por uma nova transferência manual.
Use sempre a função de devolução disponível no aplicativo do banco.
Confira os dados da conta que enviou o valor antes de qualquer ação.
Desconfie de pedidos urgentes e pressão para devolver o dinheiro rapidamente.
Em caso de dúvida, entre em contato com o banco pelos canais oficiais.

Ameaças corporativas

Jovem Pan cai em golpe telefônico e perde R$ 175 mil em 40 minutos

A rádio Jovem Pan perdeu cerca de R$ 175 mil após ser vítima do golpe do falso gerente bancário.

Fingindo ser um gerente do Bradesco, um golpista telefonou para a emissora e disse que precisava fazer a habilitação de um suposto "chat empresarial", que permitiria uma comunicação mais rápida e eficiente com o banco.

O golpista encaminhou, então, um link fraudulento com aparência institucional e orientou o funcionário da Jovem Pan a fazer, passo a passo, a suposta instalação. Ele solicitou as credenciais da emissora, incluindo usuário, senha e tokens.

Com acesso à conta bancária, em cerca de 40 minutos, o golpista fez 18 transferências via Pix, desviando R$ 175,3 mil até que a emissora percebesse a fraude.

O caso aconteceu no final do ano passado mas só veio à tona agora, após a rádio processar o banco argumentando que o sistema de segurança falhou ao não realizar o bloqueio de transferências reiteradas e que eram incompatíveis com o seu padrão de gastos.

A Justiça rejeitou o pedido de restituição dos valores, absolvendo o banco de responsabilidade.

Conhece alguém que precisa ficar de olho nesses golpes? Mande esta edição.

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Toda quinta, os golpes que começaram a circular e como não cair neles. Leitura de 5 minutos.