Guardião Digital
Bancos passarão a encerrar ‘contas laranja’
Edição nº 18 ·
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Gustavo Marquini
CEO do Davi
Febraban anuncia que bancos deverão encerrar automaticamente 'contas laranja'
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) anunciou um conjunto de regras mais rígidas para impedir que contas bancárias sejam usadas para fraudes e operações de apostas virtuais ilegais.
A medida busca eliminar tanto contas "laranja", que são abertas legalmente mas usadas por terceiros para fins ilícitos, quanto contas fraudulentas criadas sem o conhecimento do titular.
O objetivo, segundo a federação, é "fortalecer o compromisso do setor bancário contra o crime organizado e impedir o uso de contas para qualquer atividade ilícita".
De acordo com um relatório elaborado pela multinacional Biocatch, somente no último ano, contas laranja fizeram circular U$ 3,1 trilhões em recursos ilícitos no sistema financeiro mundial.
Criminosos usam IA para aplicar golpes na BlackFriday
A Black Friday está chegando e junto com as promoções, cresce também o número de golpes online. Com a ajuda da Inteligência Artificial (IA), criminosos estão criando vídeos falsos com rostos de pessoas famosas para divulgar produtos e sites fraudulentos.
Essas falsificações, conhecidas como deepfakes, usam tecnologia avançada para clonar vozes e rostos com alto realismo. Ao ver um influenciador ou celebridade anunciando uma promoção imperdível, muitas vítimas acabam acreditando e acessando links falsos, o que pode resultar em roubo de dados, clonagem de cartão ou perda de dinheiro.
Desconfie de promoções boas demais.
Verifique o perfil oficial da marca ou do influenciador antes de clicar.
Evite links enviados por mensagens ou anúncios suspeitos.
E, antes de comprar, confirme se o site é verdadeiro. Um domínio estranho ou endereço diferente do original é sinal de alerta.
Criminosos se passam por bancos para aplicar o golpe da compra não reconhecida
Qualquer pessoa ficaria preocupada ao receber uma comunicação do seu "banco" sobre uma compra suspeita. É em cima dessa preocupação que os golpistas se apoiam para aplicar o golpe da compra não reconhecida.
Tudo começa com um contato por ligação, SMS ou WhatsApp, em que o criminoso se passa por um atendente do banco. Ele afirma ter identificado uma transação estranha na sua conta ou no seu cartão e diz que precisa confirmar seus dados para “cancelar” a compra.
A conversa segue com pressão e urgência, fazendo a vítima acreditar que precisa agir rápido para evitar prejuízos. Nesse momento, o golpista pede informações sensíveis, como número do cartão, token, senha ou código enviado por SMS, e é aí que o golpe acontece.
Seu banco pode pedir dados básicos de identificação, como nome, CPF e data de nascimento, mas nunca solicita senhas, número completo do cartão, códigos de autenticação ou token de segurança.
Se receber um pedido assim, pare, desconfie e entre em contato diretamente com o canal oficial do banco.
Ex-funcionário da Intel rouba 18 mil arquivos internos após saber de demissão
Um ex-funcionário da Intel, que atuava como engenheiro de software desde 2014, roubou cerca de 18 mil arquivos internos da empresa após descobrir que seria demitido.
Segundo o processo movido pela Intel, os arquivos continham informações confidenciais e dados estratégicos. O ex-colaborador pode ser condenado a pagar uma indenização de até US$ 250 mil, além de ter que entregar seus aparelhos eletrônicos para inspeção e devolver todos os dados obtidos de forma indevida.
A empresa também o acusa de espionagem industrial, por supostamente tentar comercializar as informações com concorrentes ou outros agentes mal-intencionados.
🔒 Alerta para as empresas:
O caso reforça a importância de adotar políticas de segurança da informação, controles de acesso bem definidos e planos de prevenção a vazamentos internos, especialmente durante processos de desligamento de funcionários.