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Guardião Digital

1 em cada 3 golpes no WhatsApp usa IA

Edição nº 17 ·

Gustavo Marquini

CEO do Davi

1 em cada 3 golpes no WhatsApp já usa Inteligência Artificial para enganar vítimas

A Inteligência Artificial deixou de ser apenas uma aliada da inovação e passou a ser também uma das ferramentas preferidas dos golpistas.

Um levantamento do Observatório Lupa revelou que 1 em cada 3 golpes aplicados no WhatsApp no Brasil faz uso de conteúdos gerados por IA para atrair e enganar vítimas.

O estudo, intitulado “O Brasil do Zap”, analisou mais de 325 mil mensagens únicas compartilhadas em 110 mil grupos públicos de WhatsApp em todo o país. O resultado mostra um cenário preocupante: a tecnologia vem sendo usada para criar falsos anúncios, campanhas e até vídeos manipulados com aparência real.

Entre as fraudes mais comuns estão as deepfakes: vídeos ou áudios falsos produzidos com IA que fazem parecer que uma pessoa disse ou fez algo que nunca aconteceu. Celebridades e figuras públicas como Angélica, Nikolas Ferreira, Pablo Marçal, Luciano Hang e Zeca Camargo foram algumas das personalidades usadas para dar credibilidade a golpes que circulam nos grupos.

Além das deepfakes, anúncios falsos gerados por IA também se tornaram uma das principais iscas. Eles costumam direcionar as vítimas para sites fraudulentos, onde são induzidas a fornecer dados pessoais ou realizar pagamentos indevidos.

Golpes em alta

Golpe do Feirão Limpa Nome: criminosos se passam pela Serasa com falsos descontos de até 99%

O Feirão Limpa Nome começou nesta segunda-feira (03), e criminosos já estão aproveitando a popularidade do evento para aplicar golpes.

Anúncios falsos no WhatsApp e nas redes sociais divulgam um suposto feirão da Serasa com 99% de desconto. Ao clicar, o usuário é levado a um site fraudulento que simula um chat oficial da empresa.

O sistema pede o CPF, exibe falsas dívidas e oferece um “acordo especial” por R$ 98,52, com pagamento via Pix. O valor é enviado a uma intermediadora de pagamentos sem vínculo com a Serasa, e a vítima perde o dinheiro acreditando ter quitado suas dívidas.

Como se proteger

Desconfie de anúncios e links recebidos por mensagens ou redes sociais.
Nunca informe CPF ou dados pessoais fora dos canais oficiais.
Cuidado com promessas de descontos exagerados.

Golpe SIM Swap: criminosos clonam chips para acessar contas e dados pessoais

Já imaginou acordar e descobrir que seu chip parou de funcionar? Esse é o sinal clássico do SIM Swap, ou “troca de SIM”, um golpe em que criminosos transferem seu número de telefone para um chip sob controle deles.

Com o número em mãos, o golpista passa a receber mensagens, chamadas e códigos de verificação, podendo invadir contas bancárias, redes sociais e até aplicativos de mensagens.

Mas como isso acontece?

Normalmente, os criminosos obtêm seus dados pessoais em vazamentos ou golpes de phishing, e usam essas informações para se passar por você junto à operadora. Alegam perda ou roubo do chip e solicitam a ativação de um novo, que, na verdade, está com eles.

Como se proteger

Entre em contato com sua operadora e ative um código PIN. Esse código será solicitado sempre que alguém tentar fazer alterações importantes, como a portabilidade ou troca do seu número, impedindo que terceiros assumam sua linha.

Ameaças corporativas

Senha do Louvre era “Louvre”: falhas de segurança expõem vulnerabilidade no museu mais famoso do mundo

O Museu do Louvre, em Paris, voltou aos holofotes, desta vez, não por suas obras, mas por um escândalo de segurança. Após o roubo cinematográfico de jóias avaliadas em 88 milhões de euros, documentos de auditorias privadas revelaram um histórico preocupante de falhas internas.

De acordo com o grupo CheckNews, o sistema de vigilância do museu utilizava uma senha de acesso tão simbólica quanto insegura: “Louvre”. O relatório, obtido pelo jornal francês Libération, também apontou softwares desatualizados, cobertura deficiente das câmeras externas e falhas graves nos protocolos de acesso.

Essas brechas facilitaram a ação dos invasores e levantam um alerta para instituições que lidam com informações e patrimônios sensíveis. A combinação de gestão negligente, sistemas ultrapassados e práticas de segurança arcaicas transformou o Louvre em um símbolo global de vulnerabilidade, um lembrete de que a segurança digital e física precisam caminhar juntas.

Conhece alguém que precisa ficar de olho nesses golpes? Mande esta edição.

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