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Golpe digital altera chave Pix e desvia transferências de vítimas

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Um novo golpe digital tem preocupado especialistas em segurança por sua alta sofisticação: criminosos utilizam malwares capazes de alterar a chave Pix copiada pelo usuário. A vítima pode ter os dados alterados automaticamente por um vírus, desviando o dinheiro sem levantar suspeitas.

A fraude está ligada a um malware conhecido como "GoPix", identificado por pesquisadores de segurança digital, que atua diretamente durante transações financeiras. O programa malicioso intercepta informações copiadas, como chaves Pix, códigos de boletos ou até carteiras de criptomoedas e substitui esses dados no momento da colagem, redirecionando o pagamento para contas controladas por golpistas.

Além do GoPix, outras ameaças foram identificadas como:

  • PixRevolution: Malware que altera dados do Pix durante a transação, redirecionando o valor para contas de golpistas.
  • Venom: Vírus que rouba dados e permite acesso remoto ao celular, possibilitando transferências feitas pelos criminosos.

O mais preocupante é que a alteração acontece de forma praticamente invisível. Como o restante das informações da transação permanece aparentemente correto, muitas vítimas só percebem o golpe após a conclusão do pagamento, quando o dinheiro já foi transferido.

Como o vírus se espalha?

A disseminação do vírus ocorre, principalmente, por meio de anúncios maliciosos na internet. Criminosos criam páginas falsas que imitam serviços populares e induzem o usuário a baixar programas infectados, acreditando se tratar de aplicativos legítimos.

Uma vez instalado, o malware pode operar sem deixar rastros evidentes, dificultando a identificação da fraude. Em versões mais recentes, a ameaça evoluiu e passou a atingir não apenas usuários comuns, mas também empresas, aumentando o potencial de prejuízo financeiro.

Como se proteger desse tipo de Malware?

Como a mudança é quase imperceptível, muitas pessoas acabam confirmando a transferência sem revisar os dados com atenção, o que facilita a ação dos criminosos e dificulta a recuperação do valor enviado. Veja a seguir algumas dicas de como se proteger e estar atento:

  1. Confira sempre os dados do destinatário: antes de finalizar o Pix, verifique nome, banco e parte da chave para garantir que correspondem à pessoa ou empresa correta.
  2. Não baixe aplicativos fora de lojas oficiais: programas de fontes desconhecidas podem conter malwares escondidos. Baixe apenas nas lojas oficiais, como Play Store ou na Apple Store de acordo com seu dispositivo.
  3. Cuidado com anúncios e links suspeitos: muitos malwares são instalados em páginas falsas que imitam sites confiáveis.
  4. Mantenha antivírus e sistema atualizados: atualizações ajudam a identificar e bloquear ameaças mais recentes.
  5. Desconfie de qualquer comportamento estranho no dispositivo: lentidão, anúncios excessivos ou falhas podem indicar infecção.

O que o Banco Central diz sobre o caso?

Na semana passada, o Banco Central alertou instituições financeiras sobre o aumento desse tipo de ataque, que pode funcionar em diferentes aplicativos bancários e não depende de um banco específico para ocorrer.

Especialistas alertam que o golpe reforça a necessidade de atenção redobrada ao realizar transferências. Conferir cuidadosamente os dados do destinatário antes de finalizar qualquer operação e evitar downloads de fontes desconhecidas são medidas essenciais para reduzir o risco de prejuízo.

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Escrito por:

Mariana Silva
Redatora

Mariana escreve com sensibilidade e pensamento crítico. Cursa Publicidade e Propaganda e fala sobre segurança digital de forma clara e acessível, transformando temas técnicos em informação útil para o dia a dia. Amante de livros de romance e cinema, acredita no poder das palavras para transformar o mundo.