Criminosos usam nome da Febraban para aplicar golpes
Escrito por Mariana Silva
AtualizadoA Febraban (Federação Brasileira de Bancos) alertou, em comunicado divulgado em 9 de outubro, que criminosos estão usando o nome e a identidade visual da entidade para enganar a população e aplicar golpes financeiros. A federação é uma associação civil sem fins lucrativos que representa instituições financeiras e não mantém relacionamento direto com clientes e usuários do sistema bancário.
Segundo Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban, a entidade não contata pessoas físicas ou jurídicas por SMS, ligação telefônica, carta, e-mail, WhatsApp ou redes sociais para realizar procedimentos de segurança ou efetivar operações financeiras. Portanto, mensagens que utilizam o nome da instituição para comunicar supostas irregularidades, solicitar informações ou orientar transferências devem ser tratadas com desconfiança.
A entidade também reforça que não oferece empréstimos diretamente ao público e não cobra taxas para liberar crédito. Os criminosos exploram a confiança no nome da federação para tornar as abordagens mais convincentes e levar as vítimas a compartilhar informações pessoais ou fazer pagamentos indevidos.
Como funciona o golpe do falso contato da Febraban?
No golpe identificado na semana do alerta, o criminoso utilizou a logomarca da entidade em um perfil de WhatsApp e enviou uma mensagem com a frase "assunto urgente". O texto informava sobre uma suposta transação suspeita realizada na conta bancária da vítima, criando a impressão de que seria necessário agir rapidamente para evitar prejuízos.
A estratégia busca provocar preocupação e fazer com que a pessoa tome decisões sem verificar a autenticidade da mensagem. Ao acreditar que está falando com um representante da federação, a vítima pode seguir as instruções do golpista e fornecer dados pessoais e bancários, como número da conta, senha ou códigos de autenticação.
Com essas informações, os criminosos podem tentar acessar contas, realizar transações não autorizadas e causar prejuízos financeiros. Em outras situações, podem orientar a vítima a transferir dinheiro para uma suposta conta segura ou a realizar procedimentos que, na prática, facilitam a fraude.
Por isso, a orientação da campanha de prevenção a fraudes da Febraban é parar, pensar e desconfiar antes de fornecer dados, clicar em links ou fazer qualquer operação financeira. Mensagens que criam um senso de urgência ou ameaçam bloquear uma conta merecem atenção redobrada, principalmente quando solicitam informações sigilosas.
E o golpe do falso empréstimo?
A federação também chamou atenção para outra abordagem frequente. Criminosos criam páginas e perfis falsos, se passam por instituições financeiras e oferecem crédito em condições muito vantajosas, muitas vezes com liberação rápida e facilidade para quem está negativado.
Depois que a pessoa preenche um cadastro, os golpistas entram em contato e podem enviar um contrato falso. Em seguida, condicionam a liberação do dinheiro ao pagamento antecipado de taxas, impostos ou outros valores, e chegam a dizer que a cobrança é prática normal do mercado ou exigência da Febraban. A entidade esclarece que não oferece empréstimos nem cobra valores para liberá-los.
Como se proteger dos golpes que usam o nome da Febraban?
A principal recomendação é não confiar apenas no nome, na foto do perfil ou na logomarca exibida em uma mensagem. Esses elementos podem ser copiados pelos criminosos. Em caso de dúvida, o ideal é interromper o contato e procurar a instituição financeira pelos canais oficiais, sem utilizar telefones ou links enviados pelo possível golpista.
A Febraban orienta o consumidor a adotar alguns cuidados:
- Interromper a conversa: encerre o contato imediatamente, sem responder a novas mensagens.
- Proteger seus dados: não informe senhas, códigos nem dados pessoais e bancários.
- Não pagar nada antecipado: não faça pagamento ou transferência, principalmente para liberar crédito.
- Falar com o banco: em caso de dúvida, procure a instituição financeira pelos canais oficiais.
Se a vítima já compartilhou dados ou realizou uma transferência, é importante entrar em contato com o banco imediatamente para comunicar o ocorrido e verificar as medidas disponíveis para proteger a conta ou tentar recuperar os valores. Também é recomendável guardar mensagens, comprovantes, números de telefone e outros registros que possam ajudar na apuração do caso.
A regra é simples: a cobrança de taxas, impostos ou adiantamentos como condição para receber um empréstimo deve ser encarada como um sinal de alerta, e qualquer contato suspeito precisa ser verificado antes de uma decisão.
