App CNH permite consultar pedágio e driblar golpe do FreeFlow

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O aplicativo CNH do Brasil passou a permitir, a partir de segunda-feira, 24 de agosto de 2026, a consulta de passagens em pedágios eletrônicos no sistema FreeFlow. A novidade foi anunciada pelo Ministério dos Transportes em 21 de agosto, depois de uma etapa de testes e integração entre os sistemas das concessionárias. 

A função chega em um momento no qual milhares de motoristas têm sido alvo de mensagens falsas cobrando supostas pendências de pedágio.

Como funciona a nova ferramenta?

Com a atualização, o motorista poderá verificar diretamente pelo aplicativo se houve uma passagem registrada em um trecho com cobrança automática. A ferramenta também ajuda a identificar a concessionária responsável pela rodovia e indica o canal oficial disponibilizado para o pagamento da tarifa. A consulta abrange trechos administrados por concessionárias de rodovias federais e estaduais, e atualmente 14 concessionárias já operam com esse modelo de cobrança.

O FreeFlow é um sistema que elimina as praças de pedágio com cancelas: o motorista passa pelo trecho monitorado sem parar, e a identificação ocorre por câmeras, sensores e leitores de TAG. Quem tem TAG tem o valor debitado automaticamente. Quem não tem precisa consultar a cobrança pela placa e efetuar o pagamento dentro do prazo, sob risco de multa por evasão de pedágio.

Por que a mudança ataca o golpe do free flow?

A ausência de um canal único e oficial para consultar essas cobranças abriu espaço para uma fraude que já soma centenas de páginas falsas. Segundo levantamento da Kaspersky, mais de 400 sites ligados ao golpe do FreeFlow foram identificados apenas entre janeiro e maio de 2026. Criminosos enviam mensagens por SMS, e-mail e WhatsApp informando supostas pendências de pagamento e ameaçando multas ou pontos na CNH, direcionando a vítima para páginas que imitam o sistema oficial.

Para aumentar a credibilidade, esses sites mostram dados reais do veículo e cobram valores baixos, compatíveis com o custo real de um pedágio. O pagamento pedido é sempre via Pix, com o dinheiro indo para contas de laranjas abertas em fintechs pouco conhecidas.

Concessionárias como a EcoRodovias já alertaram que o sistema oficial de cobrança não envia links de pagamento por e-mail e que qualquer mensagem nesse formato deve ser tratada como tentativa de phishing.

Ao concentrar as informações em um aplicativo já usado por milhões de motoristas para outros fins, a expectativa do Ministério dos Transportes é reduzir tanto o risco de fraude quanto o de multas por falta de pagamento dentro do prazo, especialmente entre quem trafega sem TAG.

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Escrito por:

Mariana Silva
Redatora

Mariana escreve com sensibilidade e pensamento crítico. Cursa Publicidade e Propaganda e fala sobre segurança digital de forma clara e acessível, transformando temas técnicos em informação útil para o dia a dia. Amante de livros de romance e cinema, acredita no poder das palavras para transformar o mundo.