Einstein confirma ataque hacker com vazamento de dados de pacientes

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O Einstein Hospital Israelita, em São Paulo, confirmou ter sido vítima de um ataque cibernético que permitiu o acesso não autorizado a parte da sua base de dados de pacientes. O incidente foi identificado em 4 de agosto de 2026 e divulgado publicamente no início de outubro.

Entre as informações potencialmente acessadas estão dados pessoais, como nome, CPF e data de nascimento, e registros de saúde, como prescrições médicas e resultados de exames. O número de pacientes afetados ainda não foi divulgado.

Em comunicado, o hospital afirmou que não identificou evidências de divulgação ou uso indevido das informações até o momento. A investigação segue em andamento, com apoio de peritos independentes e consultorias especializadas em segurança da informação.

Segundo a instituição, os sistemas de atendimento, as plataformas digitais e os prontuários eletrônicos continuaram funcionando normalmente. Os pacientes identificados como afetados estão sendo avisados individualmente por e-mail.

O caso foi comunicado à Polícia Federal (PF) e à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão que fiscaliza o cumprimento da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). As investigações buscam esclarecer como o acesso aconteceu e quais informações foram de fato comprometidas.

Alerta: dados vazados podem ser usados em golpes personalizados

Quando informações de saúde caem nas mãos de criminosos, o maior risco não é o vazamento em si, mas o que pode ser feito com ele depois. Com nome, CPF, data de nascimento e detalhes de exames ou prescrições, golpistas conseguem se passar por hospitais, clínicas e laboratórios de forma muito convincente.

Para Gustavo Marquini, CEO do Davi, o perigo está na combinação de informações. "Um dado isolado, como um nome ou uma data de nascimento, pode até não representar um grande risco. O problema é que, quando dados como os deste caso se somam a informações de outros vazamentos, os criminosos conseguem montar um perfil completo da vítima", explica.

É a base da engenharia social: usar informações verdadeiras para ganhar a confiança da vítima e levá-la a agir sem questionar. "Quando o golpista liga sabendo seu nome, seu CPF, o exame que você fez e o hospital onde foi atendido, a abordagem deixa de parecer suspeita", afirma Marquini.

Dados de saúde são especialmente valiosos para esse tipo de fraude porque envolvem medo e urgência. Dois golpes já conhecidos mostram como isso funciona na prática.

Golpe do hospital

No golpe do hospital, criminosos se passam por funcionários da instituição e entram em contato por telefone ou mensagem cobrando supostos débitos de internações, consultas ou procedimentos. Como sabem detalhes reais do atendimento, a cobrança parece legítima.

Em algumas versões, os golpistas afirmam que certos exames não podem ser acessados online e oferecem a entrega em casa mediante uma taxa. O pagamento é feito em maquininhas adulteradas, que cobram valores bem maiores do que o exibido na tela.

Golpe do falso exame

No golpe do falso exame, o contato informa um resultado preocupante ou a necessidade urgente de um exame complementar. Assustada, a vítima acaba fornecendo dados pessoais e bancários, fazendo pagamentos ou clicando em links que podem roubar informações ou instalar programas maliciosos no celular.

"O criminoso se aproveita da preocupação do paciente. Ele diz que há um resultado alterado, uma cobrança pendente de internação ou um procedimento que precisa ser liberado com pagamento imediato. A pressa e o medo fazem a pessoa baixar a guarda", diz Marquini.

Como se proteger

A principal regra é desconfiar mesmo quando a abordagem parece legítima. "O fato de alguém saber seus dados não prova que essa pessoa fala em nome do hospital", alerta Marquini.

  • Confirme pelo canal oficial: antes de pagar, enviar documentos ou clicar em um link, desligue e entre em contato com o hospital ou laboratório pelo telefone do site ou pelo aplicativo. Nunca use o número ou o link enviado na própria mensagem.
  • Desconfie da urgência: instituições de saúde não cobram taxas para liberar resultados nem comunicam diagnósticos alarmantes por mensagem.
  • Não pague por entrega de exames: hospitais e laboratórios não enviam motoboys com maquininha para entregar laudos.
  • Não compartilhe dados: CPF, endereço e informações bancárias não devem ser passados por telefone ou mensagem sem confirmação.
  • Avise a família: idosos costumam ser os principais alvos desse tipo de golpe.

Se você é paciente do Einstein, fique atento ao e-mail do hospital, mas lembre que golpistas também podem enviar mensagens falsas se passando por esse aviso. Na dúvida, confirme diretamente com a instituição.

Você também pode verificar gratuitamente se seus dados vazaram com o Davi e entender melhor os riscos de um vazamento de dados. Saber que suas informações foram expostas é o primeiro passo para não cair em golpes que usam esses dados.

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Escrito por:

Thais Souza
Coordenadora de Comunicação e Conteúdo

Formada em Publicidade e Propaganda pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE), a Thaís escreve desde 2019 com foco na experiência e resolução das dúvidas de seus leitores.

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