Segurança reativa: brasileiros só buscam ajuda após sofrerem golpes
Escrito por Mariana Silva
AtualizadoUm levantamento realizado pela Certta em parceria com a Nexus (ambas empresas que realizam estudos e pesquisas sobre segurança digital e prevenção de fraudes no país) revela que o debate sobre segurança digital no Brasil é predominantemente reativo, com apenas 11% das interações nas redes sociais focadas na prevenção. Ou seja, a grande maioria dos brasileiros busca auxílio ou realiza denúncias só depois de sofrer um prejuízo financeiro, e não antes, como forma de se proteger.
O Instagram lidera as discussões nos ambientes virtuais, com 78% do total de menções. Na plataforma, os debates se concentram em alertas sobre o uso de perfis e identidades falsas, principalmente em aplicativos de relacionamento.
O X, antigo Twitter, tem o maior número de usuários únicos discutindo o tema, com 43%, e um dos temas centrais por lá é o uso do Pix para rastrear movimentações financeiras suspeitas. Já o Facebook concentra 3% do volume total de menções, com discussões que orbitam em torno dos impactos no sistema financeiro.
O que as pessoas buscam no Google?
Em mecanismos de busca como Google e Bing, o termo "como denunciar" supera, por exemplo, "como evitar" golpes. O dado reforça a leitura do estudo: o interesse da população se concentra em resolver um problema que já aconteceu, não em preveni-lo antes que aconteça.
Para especialistas, as camadas de proteção tecnológica que operam "por trás da tela" são essenciais para prevenir, de forma proativa e silenciosa, as fraudes digitais. A pesquisa da Certta e da Nexus serve como alerta para que empresas adotem estratégias de verificação inteligente e cibersegurança, antecipando a ação de criminosos no ambiente digital antes que o golpe se concretize.
Como se prevenir de golpes antes que aconteçam?
Diante de um cenário em que a maioria só procura ajuda depois do prejuízo, exercitando a segurança reativa, alguns hábitos ajudam a inverter essa lógica e agir de forma preventiva:
- Desconfie de perfis novos ou sem histórico: contas recém-criadas, com poucas fotos ou seguidores, são um sinal comum de perfil falso, principalmente em aplicativos de relacionamento.
- Verifique o destinatário antes de fazer um Pix: confira sempre o nome e o CNPJ ou CPF exibido no aplicativo do banco antes de confirmar qualquer transferência.
- Use ferramentas de verificação de identidade: serviços que checam CPF, telefone e histórico de um contato ajudam a identificar sinais de fraude antes de qualquer prejuízo.
- Monitore seus dados de forma contínua: acompanhar onde o CPF aparece permite identificar uso indevido logo no início, sem esperar que o golpe já tenha causado dano financeiro.
Sair na frente do golpe começa por saber onde seus dados estão circulando. Monitore seu CPF com o Davi e receba um alerta assim que algo fora do padrão for identificado:
Além disso, desconfie de promessas vantajosas, preços muito abaixo do mercado de mais, links duvidosos recebidos por mensagem ou redes sociais. Esses continuam sendo os principais ganchos usados por golpistas para atrair atenção antes de aplicar o golpe, e reconhecer esses sinais é o que permite agir de forma preventiva, sem depender de já ter sofrido um prejuízo para procurar ajuda.
