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Pix roubado vira criptomoeda e dificulta recuperação do dinheiro

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Um novo tipo de fraude financeira tem chamado a atenção de especialistas em segurança digital: criminosos estão transformando valores roubados via Pix em criptomoedas quase imediatamente após a transferência. O método combina páginas falsas de bancos, engenharia social e conversão instantânea em ativos digitais, dificultando o rastreamento e a recuperação do dinheiro pelas autoridades.

O esquema começa geralmente com páginas falsas de internet banking ou boletos fraudulentos. Ao tentar realizar um pagamento comum, a vítima acaba direcionando o valor para contas controladas por criminosos.

Depois que o dinheiro chega ao destino acontece a conversão quase imediata do valor em criptomoedas. Esse processo pode acontecer em segundos, o que impede o bloqueio do dinheiro.

Com o valor já transformado em ativos digitais, os criminosos conseguem transferi-lo entre carteiras ou plataformas, dificultando a identificação do destino final.

Conversão rápida dribla mecanismos de segurança

O sistema de pagamentos instantâneos brasileiro possui mecanismos de proteção, como autenticação por biometria, tokens e o Mecanismo Especial de Devolução (MED) para casos de fraude.

No entanto, quando os valores são convertidos rapidamente em criptomoedas, essas ferramentas podem perder eficácia, já que o dinheiro deixa o sistema bancário tradicional e passa a circular em redes digitais descentralizadas. A velocidade das transações e a falta de rastreabilidade completa em alguns serviços de conversão favorecem esse tipo de operação.

Indícios de operação milionária

Registros de reclamações e denúncias sugerem que o esquema pode movimentar valores significativos. Há relatos de vítimas que perderam cerca de R$ 10 mil por operação, com centenas ou milhares de queixas registradas em plataformas de reclamação online.

Se considerados apenas esses registros públicos, o prejuízo potencial pode chegar a dezenas de milhões de reais em um ano.

Desafio para regulação e investigação

Especialistas em direito bancário apontam que o caso evidencia uma zona cinzenta regulatória envolvendo a integração entre Pix, tokenização e criptomoedas.

A expectativa é que autoridades financeiras avaliem novas regras para evitar que o sistema de pagamentos instantâneos seja utilizado como ponte para lavagem de dinheiro ou evasão de recursos.

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Escrito por:

Mariana Silva
Redatora

Mariana escreve com sensibilidade e pensamento crítico. Cursa Publicidade e Propaganda e fala sobre segurança digital de forma clara e acessível, transformando temas técnicos em informação útil para o dia a dia. Amante de livros de romance e cinema, acredita no poder das palavras para transformar o mundo.