Guardião Digital
Pix agora tem “botão de contestação” em caso de golpes
Edição nº 12 ·
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Gustavo Marquini
CEO do Davi
Banco central lança botão para agilizar devoluções de Pix em caso de golpes
Nesta quarta-feira (01), o Banco Central lançou um botão de contestação no Pix, que permite que os usuários, em caso de fraude, golpe ou coerção, acionem o Mecanismo Especial de Devolução (MED), diretamente do App do banco.
Com o novo recurso, a contestação fica mais simples e rápida, aumentando a velocidade de bloqueio dos valores na conta do golpista e, consequentemente, a devolução do dinheiro à vítima.
Antes, quem caía em um golpe precisava entrar em contato com um atendente do banco para pedir a devolução. Esse processo levava tempo e os criminosos agiam mais rápido, transferindo o dinheiro rapidamente para outras contas.
Agora, com o botão de contestação, a comunicação é automática: o banco da vítima aciona o banco do golpista, que bloqueia os recursos na hora. Em seguida, as duas instituições têm até sete dias para analisar o caso. Se confirmada a fraude, a devolução do valor é feita diretamente para a conta da vítima em até 11 dias.
O botão de contestação do Pix já está disponível nos aplicativos de todos os bancos e instituições financeiras que oferecem o Pix.
Site falso promete indenização de R$ 15 mil a clientes da Caixa
Nos últimos dias, circulam nas redes sociais anúncios fraudulentos afirmando que a Caixa Econômica Federal pagaria R$ 15 mil a usuários do App Caixa Tem por um suposto vazamento de dados.
Os anúncios direcionam para um site falso, que imita o visual da Caixa. Nesse site, a vítima é instruída a informar dados pessoais e, em alguns casos, a realizar uma transferência para liberar a suposta indenização.
A Caixa não está pagando indenizações e não houve vazamento de dados recente envolvendo o App Caixa Tem.
Não clique em links suspeitos e não compartilhe seus dados pessoais.
Caso encontre publicações como essa nas redes sociais, denuncie o post imediatamente.
Criminosos se passam por policiais federais para aplicar golpes pelo WhatsApp
Golpistas têm usado aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, para se passar por policiais federais e extorquir vítimas.
A ação começa com uma ligação ou mensagem na qual os criminosos exibem dados pessoais da pessoa para dar aparência de veracidade.
Em seguida, afirmam que a vítima está sob investigação e exigem a transferência de valores para uma “conta de vigilância” ligada ao Banco Central, prometendo devolver o dinheiro. Para ganhar confiança, os golpistas chegam a restituir a primeira transferência, mas em seguida pedem quantias muito maiores e desaparecem sem devolver o restante.
A Polícia Federal faz intimações por telefone, mas nunca solicita transferências de dinheiro. Por isso, se receber qualquer comunicação como essa, desligue e ligue no número oficial da PF ou vá pessoalmente até uma delegacia.
Conheça o caso do funcionário de multinacional que pagou US$ 25 mi a golpista que usou "deepfake" para simular reunião.
Um funcionário do setor financeiro de uma grande multinacional foi enganado e transferiu US$ 25 milhões para criminosos durante uma videoconferência.
O golpe foi realizado com deepfake, tecnologia que usa inteligência artificial para criar imagens e vídeos falsos, mas altamente realistas. Nesse caso, os golpistas simularam a imagem e a voz do diretor financeiro da empresa, fazendo a vítima acreditar que a transação era legítima.
No início, o funcionário chegou a desconfiar. Ele recebeu um e-mail que pedia uma transferência secreta e pensou se tratar de phishing. Porém, durante a videochamada, viu e ouviu pessoas que pareciam seus colegas de trabalho, o suficiente para convencê-lo a seguir com a operação.