Guardião Digital
Eleições 2026: o guia para não cair em golpes e fake news
Edição nº 64 ·
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Gustavo Marquini
CEO do Davi
Bom dia!
Domingo, 4 de outubro, o Brasil vai às urnas. E, como em toda eleição, começam a circular boatos, vídeos falsos e muita desinformação.
Esta edição é um kit de sobrevivência para a reta final. Nada de dizer em quem votar: aqui o assunto é garantir que o seu voto conte e que ninguém use a eleição para te passar a perna.
“Quem votar só para presidente terá o voto anulado.” Falso.
Nos últimos dias, circulou no WhatsApp uma mensagem afirmando que, se o eleitor votar apenas para presidente e deixar os demais cargos em branco, seu voto será considerado “parcial” e poderá ser anulado. Isso é falso.
A mensagem já circulou nas eleições de 2018 e 2022 e foi desmentida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Não existe “voto parcial”: cada voto é contabilizado individualmente por cargo.
Por isso, votar em branco ou nulo para um cargo não anula o voto feito para outro.
Outro clássico: "se mais da metade votar nulo, a eleição é anulada". Também é falso. Votos brancos e nulos simplesmente não entram na conta dos votos válidos. Eles não cancelam a eleição.
Golpe do título de eleitor em 2026: saiba como identificar mensagens falsas
Criminosos estão usando o nome do TSE para enviar mensagens por WhatsApp, SMS ou e-mail avisando sobre uma pendência no título de eleitor.
Muitas vezes, eles ameaçam as vítimas com o bloqueio de CPF, passaporte ou benefícios. O link leva a uma página que imita o portal da Justiça Eleitoral e pede dados, senha ou um Pix para "regularizar".
Atenção: o cadastro eleitoral e a regularização de títulos está fechado desde 7 de maio e só reabre em 3 de novembro.
Na dúvida, consulte você mesmo no app e-Título, no Autoatendimento Eleitoral ou no portal do TSE. A consulta sempre parte de você, nunca de um link que chegou.
Deepfake: como a IA pode ser usada para manipular eleitores
A inteligência artificial já consegue criar vídeos e áudios simulando a aparência e a voz de qualquer pessoa. O problema é que essa tecnologia pode ser usada para criar conteúdos falsos e espalhar informações fora de contexto.
No período eleitoral, os deepfakes ganham atenção porque podem simular declarações de candidatos ou alterar vídeos reais para transmitir uma mensagem diferente da original.
O TSE estabeleceu regras para o uso de inteligência artificial em conteúdos eleitorais, exigindo que materiais criados ou modificados com IA sejam identificados. Mesmo assim, conteúdos manipulados podem circular rapidamente em grupos de WhatsApp e redes sociais.
Alguns sinais podem ajudar a desconfiar:
- Movimentos da boca fora de sincronia com a fala;
- Expressões faciais pouco naturais;
- Alterações estranhas na iluminação ou no rosto;
- Áudios com ritmo ou entonação diferentes do habitual.
Antes de compartilhar, confira a origem, a data da publicação e se existem fontes confiáveis confirmando a informação.
Na dúvida, consulte você mesmo no app e-Título, no Autoatendimento Eleitoral ou no portal do TSE. A consulta sempre parte de você, nunca de um link que chegou.
Viu algo suspeito? Onde checar e denunciar
Nem sempre é fácil saber se uma mensagem, link ou vídeo é verdadeiro. Por isso, o Davi criou o É Golpe, uma IA que ajuda você a analisar situações suspeitas, entender os sinais de alerta e tomar decisões mais seguras antes de agir.
Para denunciar (é anônimo):
- SIADE: desinformação sobre urna, votação e apuração
- Pardal: denúncias sobre candidatos, partidos e pesquisas eleitorais
Baixe o App Davi e conheça o É golpe.
Como consultar o título de eleitor pelo CPF?
Quem perdeu ou não tem o título de eleitor em mãos consegue consultar o título de eleitor pelo CPF direto no aplicativo e-Título. O processo é gratuito e leva poucos minutos:
- Instale o aplicativo oficial e-Título (Android ou iOS).
- Informe seu CPF, nome completo, data de nascimento e filiação.
- Responda às perguntas de segurança que o próprio sistema recupera automaticamente do TSE.
Depois de validado o cadastro, o e-título fica disponível offline no celular, o que resolve o problema de quem precisa do documento sem ter a via física guardada. O aplicativo também reúne local de votação, situação eleitoral e histórico de participação em eleições anteriores.
Privacidade Hackeada (2019)

E se os seus dados pudessem ser usados para decidir quais mensagens políticas você recebe?
O documentário conta o escândalo da Cambridge Analytica, empresa que usou dados de milhões de perfis do Facebook para montar campanhas direcionadas a eleitores. Quem compartilhou o teste de personalidade inocente não imaginava para onde aqueles dados iriam.
Formato: Documentário
Onde assistir: Netflix